No g1, candidatos ao Senado no RJ divergem sobre segurança, emendas e papel do STF; veja como foi o encontro das 13h

  • 22/09/2026
(Foto: Reprodução)
Candidatos ao Senado pelo RJ participam de debate da tarde do g1; veja íntegra O g1 promoveu nesta terça-feira (22) um debate entre candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro. Waguinho (Republicanos), Carlos Portinho (PL), Benedita da Silva (PT) e Mônica Benício (PSOL) falaram sobre relação entre poderes, universidades federais, SUS, trabalho e emprego, emendas parlamentares e retomada de territórios. Houve um bloco de temas livres e as considerações finais. Mais cedo, Crivella (Republicanos), Carlos Jordy (PL), Pedro Paulo (PSD) e Marcos Dias (Podemos) discutiram sobre os mesmos temas. Veja como foi. O g1 mostra a seguir como foi o debate da tarde. Relação entre poderes Universidades federais SUS Trabalho e emprego Emendas parlamentares Retomada de territórios e temas livres Considerações finais Waguinho (Republicanos), Monica Benicio (PSOL), Benedita (PT) e Carlos Portinho (PL), candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro, no debate do g1 Central Globo de Comunicação Relação entre poderes Debate RJ Tarde: Candidatos ao Senado do RJ respondem sobre relação entre poderes A relação entre os poderes foi debatida principalmente sob a ótica da atuação do STF e de possíveis mudanças no Judiciário. Carlos Portinho (PL) afirmou que o país vive uma crise institucional e defendeu uma “anistia”, além da abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo. Também propôs mudanças na forma de indicação dos ministros do STF por meio de uma PEC de sua autoria. Benedita da Silva (PT) defendeu a manutenção da harmonia e independência entre os poderes, sustentando que eventuais irregularidades devem ser investigadas sem distinção. Também propôs mandato para ministros do STF, código de ética e regras mais claras para evitar conflitos institucionais. Mônica Benício (PSOL) afirmou que a crise institucional tem ampliado a descrença da população na política, criticou o uso político do impeachment de ministros, dizendo que a ferramenta não deveria ser utilizada para chantagens contra integrantes do Supremo e defendeu a responsabilização de autoridades que eventualmente tenham cometido irregularidades, preservando a autonomia entre os poderes. Waguinho (Republicanos) defendeu reformas no Judiciário, mandato de 8 anos para ministros do STF e critérios mais rígidos de escolha, com valorização da carreira da magistratura. Também afirmou que a lei deve valer igualmente para todos os agentes públicos. Universidades federais Debate RJ Tarde: Candidatos ao Senado do RJ respondem sobre universidades federais O debate sobre universidades federais reuniu discussões sobre financiamento, acesso ao ensino superior e papel das instituições. Waguinho afirmou que a educação é o principal instrumento de desenvolvimento do país e defendeu maior investimento nas universidades, além de mudanças na distribuição dos royalties para ampliar a oferta de instituições de ensino. Carlos Portinho destacou o envio de recursos para universidades e colégios federais e defendeu maior integração entre universidades, setor produtivo e mercado de trabalho. Também criticou o que chamou de doutrinação ideológica e o estado de conservação de parte das instituições. Benedita da Silva atribuiu aos governos Lula a expansão das universidades federais e das escolas técnicas, defendendo a retomada de investimentos e a ampliação do acesso ao ensino superior. Mônica Benício defendeu orçamento permanente para as universidades, valorização dos profissionais e políticas que garantam a permanência dos estudantes, especialmente os de baixa renda. SUS Debate RJ Tarde: Candidatos ao Senado do RJ respondem sobre SUS Os candidatos discutiram financiamento, gestão e formas de ampliar o atendimento na rede pública de saúde. Waguinho defendeu uma reforma do SUS, criticou a distribuição dos recursos federais e afirmou que municípios menores recebem menos investimentos do que necessitam. Também defendeu o fim das organizações sociais na gestão da saúde. Carlos Portinho destacou emendas destinadas a hospitais e unidades de saúde do estado e defendeu parcerias entre poder público e rede privada como forma de ampliar o atendimento. Também sustentou que o principal problema do sistema é a gestão. Benedita da Silva classificou o SUS como uma das principais conquistas sociais do país e defendeu mais investimentos públicos para reduzir filas e fortalecer a rede federal de saúde. Mônica Benício afirmou que não existe SUS forte sem financiamento adequado e defendeu ampliação do orçamento, concursos públicos e valorização dos profissionais da saúde. Também criticou processos de privatização da rede pública. Trabalho e emprego Debate RJ Tarde: Candidatos ao Senado do RJ respondem sobre trabalho e emprego O tema foi marcado por divergências sobre geração de postos de trabalho, direitos trabalhistas e ambiente de negócios. Waguinho atribuiu a dificuldade de atração de empresas ao alto nível de tributação estadual e defendeu medidas para incentivar investimentos e ampliar a oferta de empregos. Benedita da Silva afirmou que o Rio de Janeiro não acompanhou o crescimento nacional do emprego e apontou a segurança pública como fator essencial para atrair investimentos privados. Também defendeu proteção aos trabalhadores informais e o fim da escala 6 x 1. Carlos Portinho defendeu incentivos ao empreendedorismo, ampliação dos limites do MEI e do Simples Nacional, além de políticas de qualificação profissional e redução de encargos sobre empresas empregadoras. Mônica Benício concentrou sua fala na qualidade das vagas geradas, defendendo direitos trabalhistas para trabalhadores por aplicativo, o fim da escala 6x1 e políticas voltadas ao cuidado e à sobrecarga enfrentada pelas mulheres. Emendas parlamentares Debate RJ Tarde: Candidatos ao Senado do RJ respondem sobre emendas parlamentares As emendas parlamentares dividiram os candidatos entre defensores da manutenção do modelo e críticos do crescimento desses recursos. Waguinho declarou-se contrário ao atual modelo e defendeu o fim do que classificou como um excesso de poder orçamentário do Congresso sobre o Executivo. Carlos Portinho afirmou que as emendas são fundamentais para os municípios e citou obras e investimentos realizados com recursos indicados durante seu mandato. Defendeu fiscalização rigorosa dos casos de irregularidade, sem comprometer o instrumento. Benedita da Silva criticou o crescimento das emendas parlamentares e afirmou que os recursos deveriam fortalecer principalmente o orçamento do Executivo. Também defendeu transparência e fiscalização sobre a destinação das verbas. Mônica Benício afirmou que o modelo atual transformou as emendas em instrumento de influência política e defendeu maior rastreabilidade, controle e transparência na aplicação dos recursos públicos. Retomada de territórios e temas livres Debate RJ Tarde: Candidatos ao Senado do RJ respondem sobre retomada de territórios A segurança pública gerou divergências entre os candidatos. Mônica Benício questionou o conceito de retomada de territórios e defendeu uma política baseada em inteligência, combate à corrupção, fortalecimento de serviços públicos e redução da violência nas favelas, rejeitando o confronto armado. Segundo ela, o enfrentamento ao crime organizado passa pela investigação de suas conexões com estruturas institucionais. Carlos Portinho defendeu o enquadramento de facções como organizações narcoterroristas, o endurecimento das penas, o fim de benefícios para líderes criminosos e a ampliação da atuação policial em áreas dominadas pelo crime organizado. Benedita da Silva afirmou que as comunidades não podem ser tratadas como inimigas do Estado e defendeu a PEC da Segurança Pública, com maior integração entre União, estados e municípios. Também criticou operações policiais com elevado número de mortes e defendeu o combate ao crime de “colarinho branco”. Waguinho defendeu a retomada dos territórios com planejamento e criticou interferências políticas na atuação das forças de segurança, além de propor valorização salarial para policiais. O bloco de tema livre foi mais curto que o da rodada da manhã: Portinho criticou a reforma tributária aprovada pelo Congresso, afirmando que ela aumentou a carga tributária e não simplificou o sistema. Também destacou emendas apresentadas para reduzir a tributação de setores como cultura, turismo, motoristas de aplicativo e profissionais liberais. Waguinho (Republicanos) usou o espaço para elogiar a atuação da deputada federal Daniela do Waguinho, destacando sua defesa de trabalhadores, mulheres, idosos e crianças. Mônica Benício (PSOL) afirmou que o combate à violência contra a mulher deve ser tratado como política pública com orçamento específico e não apenas como tema de campanha eleitoral. Benedita já tinha esgotado o seu tempo. Considerações finais Carlos Portinho Carlos Portinho (PL), candidato ao Senado do RJ, faz suas considerações finais “Sou líder do governo Bolsonaro no Senado, no tempo que passei com o nosso presidente Bolsonaro. Sou líder do PL há 6 anos, fui eleito o melhor senador do Brasil pelo Ranking dos Políticos. Vai lá, é da organização civil, tem métricas próprias. Fui eleito também o melhor parlamentar do Rio de Janeiro na Câmara e no Senado todos os anos do meu mandato, e, em 2024, o melhor senador do Brasil pelo Ranking dos Políticos, justamente pela economia de recursos, pelas proposições que eu encaminhei e pela defesa dos nossos valores, valores da nossa família. Eu votei contra as bets, ao contrário da senadora Benedita, que, por exemplo, derrubou a minha emenda que proibia o tigrinho na Câmara dos Deputados. É o tigrinho, o cassino, que está arrasando com a família e com o comércio. Então, preste atenção: Portinho, 222, para o Senado é o seu voto. Você vai eleger, votar, 2 senadores, um dos seus votos, Portinho 222. O outro Carlos Jordy, 221.” Benedita da Silva Benedita da Silva (PT), candidata ao Senado do RJ, faz suas considerações finais “Eu quero falar com você, telespectador que está nos acompanhando até agora, agradecendo já ao g1. Dizendo para você que em toda a minha trajetória de vida ela foi transparente. Nasci no morro, vivi no morro, e até hoje a minha história de vida tem servido também como experiência, e a experiência só serve para que a gente possa ajudar as pessoas. Por isso eu estou colocando o meu nome para o Senado Federal, número 131, e o governador do estado, Eduardo Paes, 55, Benedita da Silva, que eu já disse, senadora, 131, e voltando para Lula, o número 13. Não esqueçam desses números. E Pedro Paulo, 555. Eu quero dizer para vocês nesse momento que eu quero convidar você que é 70 mais você que é 70 menos...” Mônica Benício Monica Benicio (PSOL), candidata ao Senado do RJ, faz suas considerações finais “Agradecer a você que acompanhou esse debate até aqui nesse momento de desânimo na política. É importante que nós estejamos acompanhando, agradecer o g1 pela oportunidade desse debate e me apresentar. Sou nascida e criada na Favela da Maré. Sou arquiteta urbanista de formação, graças a um pré-vestibular comunitário, pude fazer universidade. Entrei para a política porque a política falhou comigo. Falhou quando negou o meu direito à família, falhou com a democracia quando permitiu que a vereadora Marielle Franco, uma vereadora em exercício, fosse assassinada. Meu motivo de estar candidata ao Senado é porque justamente quero transformar a política, porque não é cabível que a gente possa se conformar com um Estado Democrático de Direito que não chega para todo mundo. Estou candidata ao Senado, Mônica Benício, pelo PSOL, 500, e peço voto também em Benedita da Silva, 131, porque o Rio de Janeiro tem oportunidade histórica de eleger 2 mulheres de favela ao Senado.” Waguinho Waguinho (Republicanos), candidato ao Senado do RJ, faz suas considerações finais “Digníssimos eleitores de todo o Estado do Rio de Janeiro, em especial da minha Baixada Fluminense, que tanto amo — eu sou da Baixada Fluminense. Quero dizer para todos os eleitores: nesta eleição, você vai votar em 2 senadores. Você pode escolher 2. Se você me escolher como seu 1º, muito obrigado; mas você também pode me escolher como seu 2º candidato. Chegou a vez de a Baixada ter um senador. Nós somos 4 milhões de habitantes e mais de 3 milhões de eleitores. É a vez da Baixada no Senado Federal. Quero também dizer para vocês que não esqueçam o meu número. Meu número é 101, um forte abraço a todos. Fiquem com Deus e rumo à vitória.” As regras Foram convidados os postulantes de partidos e federações com representação mínima de 5 parlamentares no Congresso Nacional ou que alcançaram pelo menos 5% de intenções de voto na pesquisa estimulada mais recente de Quaest ou Datafolha divulgada antes do debate, conforme as regras estabelecidas. Os 8 concorrentes convidados confirmaram presença e foram divididos em 2 horários: às 9h e às 13h. A definição dos grupos, das posições no cenário e da ordem das considerações finais foi realizada por sorteio, com acompanhamento online dos representantes das campanhas. Uma regra previamente estabelecida determinou que candidatos do mesmo partido ou da mesma coligação não ficassem no mesmo horário. Assim, o encontro das 9h contou com Crivella (Republicanos), Carlos Jordy (PL), Pedro Paulo (PSD) e Marcos Dias (Podemos). Já a leva das 13h reuniu Waguinho (Republicanos), Carlos Portinho (PL), Benedita da Silva (PT) e Mônica Benício (PSOL). Cada candidato teve 15 minutos de fala, limitados a intervenções de 1:30, intercaladas com as dos adversários. As considerações finais de 1 minuto foram à parte. Este ano, cada eleitor precisa escolher 2 candidatos para o Senado. Não é possível votar 2 vezes no mesmo postulante. Candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro participam de debate no g1 g1 Rio

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/eleicoes/2026/noticia/2026/09/22/candidatos-ao-senado-pelo-rj-participam-de-debate-no-g1-veja-como-foi-o-encontro-das-13h.ghtml


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