Navio que deveria transportar lixo de Fernando de Noronha viaja sem resíduos e leva micro-ônibus
19/02/2026
(Foto: Reprodução) Lixo se acumula em Noronha e empresa tem 48 horas para retirar 400 toneladas de resíduos
A empresa Ambipar foi multada em R$ 700 mil por causa do acúmulo irregular de lixo na Unidade de Triagem de Resíduos Sólidos (UTRS) de Fernando de Noronha. Mesmo com o excesso de resíduos na ilha, um navio que deveria transportar o lixo saiu de Noronha no dia 13 de janeiro rumo ao continente levando apenas um micro-ônibus, sem carregar os materiais acumulados (veja vídeo acima).
O g1 procurou a Ambipar para saber por que o navio não levou o lixo, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. A Administração da Ilha também foi questionada sobre o motivo de a embarcação não ter transportado os resíduos e sobre como é feita a fiscalização do serviço. Não houve retorno.
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Navio deixou Noronha sem o lixo
Reprodução/WhatsApp
A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) realizou uma fiscalização no dia 12 de fevereiro. O órgão identificou armazenamento irregular de resíduos na UTRS e aplicou a multa à empresa responsável.
No mesmo dia, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) notificou a Administração de Fernando de Noronha pelo acúmulo irregular de lixo na usina da ilha.
O órgão deu prazo de 48 horas para que medidas fossem adotadas para resolver o problema.
No dia 11 de fevereiro, a Administração de Noronha notificou a Ambipar. O governo local determinou que a empresa organizasse e retirasse pelo menos 400 toneladas de resíduos da ilha em até 48 horas.
A determinação não foi cumprida. O g1 questionou quais providências seriam adotadas pelo governo local, mas não houve resposta.
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Denúncia
Em novembro de 2025, o g1 mostrou que a usina de lixo de Fernando de Noronha acumulava cerca de 5,5 mil toneladas de resíduos.
Na época, o engenheiro químico e especialista em resíduos sólidos Edjar Rocha avaliou a situação. “É um absurdo. É necessária a remoção urgente”, afirmou.
Segundo o especialista, o material estava armazenado ao ar livre, em grandes sacos chamados “big bags”. Ele alertou que a situação pode causar poluição ambiental.
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