Naufrágio no Encontro das Águas: buscas por desaparecidos continuam neste sábado em Manaus
14/02/2026
(Foto: Reprodução) Duas pessoas morrem após embarcação naufragar no Encontro das Águas em Manaus
As buscas por vítimas do naufrágio de uma embarcação de transporte de passageiros, ocorrido no Encontro das Águas, em Manaus, continuam na manhã deste sábado (14). O local é um dos pontos turísticos mais conhecidos do estado, onde os rios Rio Negro e Rio Solimões se encontram, e registra intenso tráfego de barcos de linha, embarcações turísticas e transporte de moradores do interior. Duas pessoas morreram e outras sete seguem desaparecidas.
Segundo informações repassadas pela polícia, a lancha Lima de Abreu XV havia saído, na tarde de sexta-feira (13), da capital amazonense com destino ao município de Nova Olinda do Norte quando apresentou instabilidade e acabou afundando. Imagens registradas por passageiros e por pessoas que navegavam nas proximidades mostram momentos de desespero: homens, mulheres e crianças aparecem na água tentando se manter à tona enquanto aguardam ajuda.
Conforme o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, 71 pessoas foram retiradas com vida do rio. Muitas apresentavam sinais de cansaço extremo, princípio de hipotermia e ingestão de água.
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Elas foram levadas ao Porto da Ceasa, transformado em base de triagem, onde receberam os primeiros atendimentos antes de serem liberadas ou encaminhadas a unidades hospitalares.
Apesar do grande número de resgatados, o trabalho é considerado delicado. Sete pessoas ainda estão desaparecidas, e duas mortes foram confirmadas até o momento.
Uma das vítimas é uma criança. A outra é uma jovem de 22 anos. Os corpos passaram pelos procedimentos de perícia e foram encaminhados ao Instituto Médico Legal.
Familiares permanecem desde as primeiras horas reunidos na área da Ceasa e em outros pontos indicados pelas autoridades em busca de informações. Muitos acompanham a movimentação das equipes com a esperança de reencontrar parentes entre os sobreviventes.
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Força-tarefa no rio
A operação mobiliza dezenas de agentes e envolve buscas na superfície e também mergulhos em áreas apontadas por testemunhas como possíveis locais onde vítimas possam ter sido vistas pela última vez.
Atuam em conjunto com os bombeiros a Marinha do Brasil, a Polícia Militar do Amazonas, a Polícia Civil do Amazonas e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Embarcações rápidas fazem varreduras constantes enquanto outras equipes mantêm o apoio logístico em terra.
Segundo os relatos colhidos com sobreviventes, a água teria invadido a lancha rapidamente após uma sequência de ondas fortes. Em poucos minutos, passageiros precisaram abandonar seus lugares e pular no rio para escapar.
Entre as histórias de sobrevivência que mais repercutiram está a de um recém-nascido de apenas cinco dias. Para evitar que o bebê afundasse, familiares o colocaram dentro de um cooler até a chegada do resgate. A criança foi retirada da água com vida e recebeu avaliação médica.
Naufrágio no Encontro das Águas: buscas por desaparecidos continuam neste sábado em Manaus.
Divulgação/CBMA
Investigação em andamento
O comandante da embarcação foi conduzido para prestar esclarecimentos, e um inquérito deverá apontar se houve falha humana, problema mecânico ou influência direta das condições de navegação.
A área do Encontro das Águas é conhecida pelos banzeiros - ondas formadas pelo choque das correntes - que exigem atenção redobrada, principalmente de embarcações menores ou muito carregadas.
A Marinha é o órgão responsável por apurar oficialmente o acidente e poderá informar, ao fim da investigação, se a lancha operava dentro das normas de segurança e capacidade de passageiros.
Enquanto isso, as buscas seguem sem interrupção. A cada embarcação que retorna à base, familiares se aproximam em silêncio, tentando reconhecer rostos e aguardando qualquer notícia.
INFOGRÁFICO - Naufrágio em Manaus
g1