Namorada suspeita de matar caseiro de 49 anos a facadas tem prisão convertida em domiciliar no Piauí
26/05/2026
(Foto: Reprodução) Quais as diferenças entre o homicídio culposo e doloso?
Érica Micaele da Silva Pereira, de 22 anos, teve a prisão em flagrante convertida em prisão domiciliar durante plantão judicial da 1ª Vara de Esperantina do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI). Ela é investigada pelo assassinato do companheiro, o caseiro Egnaldo Gonçalves Nascimento, de 49 anos, em 23 de maio, no bairro Parque Afonso Gil, Zona Sul de Teresina.
A suspeita se entregou aos policiais pouco após o crime e foi autuada em flagrante por homicídio. Com a decisão assinada em 24 de maio, ela deixou a prisão sob monitoramento de tornozeleira eletrônica.
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O delegado Francisco Costa, o Barêtta, coordenador do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou na data que o casal estava consumindo bebida alcoólica quando começaram a discutir. O motivo da discussão ainda vai ser investigado pela polícia.
"Moradores da região disseram aos policiais que estiveram no local que os dois, de vez em quando, tinham desentendimentos. [Na noite do crime] ele correu atrás dela com uma pedra, depois ela voltou com uma faca, correu atrás dele e conseguiu alcançá-lo", descreveu o delegado.
De acordo com o coordenador do DHPP, a suspeita esfaqueou Egnaldo várias vezes, no peito e no abdômen, e fugiu para um matagal. Policiais do 22º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Teresina fizeram buscas na casa dela e nos arredores, mas ela decidiu se entregar.
Família pensava que vítima estava no trabalho
Ainda segundo o delegado Barêtta, a vítima trabalhava como caseiro em um sítio em Monsenhor Gil. A irmã de Egnaldo, ao ser entrevistada pelos policiais, disse que não sabia que o irmão estava na capital e pensava que ele estava no sítio.
"A irmã dele falou que, sempre quando ele vinha para Teresina, avisava os parentes, mas dessa vez não avisou", afirmou o coordenador.
O caso será investigado pelo DHPP, que tem 10 dias para concluir o inquérito e decidir se indicia ou não Érica — ou seja, confirmar ou não que há indícios de que ela foi a autora do homicídio.
Tribunal de Justiça do Piauí
TJ-PI
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