MPRJ pede inclusão de ex-CEO do Hurb na lista vermelha da Interpol

  • 10/01/2026
(Foto: Reprodução)
Justiça do Rio determina prisão preventiva de ex-CEO da Hurb O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou, nesta sexta-feira (9), à Justiça a inclusão de João Ricardo Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb, na lista vermelha de procurados da Interpol. O órgão também pediu o bloqueio do passaporte do empresário. Mendes está foragido desde quarta-feira (7), depois que a Justiça decretou sua prisão preventiva por descumprimento de medidas cautelares. A TV Globo tenta contato com a defesa do ex-CEO. Ao determinar a prisão, o juiz André Felipe Veras de Oliveira, da 32ª Vara Criminal, destacou falhas no cumprimento do monitoramento. Segundo ele, relatório da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) aponta reiteradas violações cometidas pelo réu. O pedido foi apresentado pelo MPRJ após Mendes ser flagrado tentando embarcar em um voo em Jericoacoara, no Ceará, utilizando um documento falso e com a tornozeleira eletrônica descarregada. A situação configurou descumprimento das medidas cautelares impostas quando ele obteve liberdade provisória, em agosto de 2025, após ter sido preso por furtos no Rio de Janeiro. “(...) O certo é que o deferimento de sua liberdade, ainda que com a imposição de medidas cautelares alternativas à prisão, não pode servir jamais como oportunidade para que ele pratique novos crimes; no caso, o de uso de documento falso. Tornou-se evidente, portanto, que a manutenção da liberdade do acusado gera risco concreto à ordem pública, fato que justifica o seu retorno ao cárcere”, destacou o magistrado. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O ex-CEO da Hurb, o empresário João Ricardo Rangel Mendes teve nova prisão decretada Reprodução Segundo o juiz, não há informações precisas sobre o paradeiro atual do empresário. Por isso, foi determinada a comunicação às forças policiais sobre o novo mandado de prisão. À Justiça, a defesa do ex-CEO da Hurb afirmou que o empresário não descumpriu as medidas cautelares, já que não permaneceu mais de 30 dias fora do Rio sem comunicar o Judiciário, como determinava a decisão. Segundo o advogado Vicente Ramos Donnici, Mendes viajou ao Ceará em 29 de dezembro. O advogado também argumentou que não há prova de que a tornozeleira eletrônica estava desligada e que, caso isso tenha ocorrido, não teria sido de forma intencional. Ex-CEO da Hurb, João Ricardo é preso por uso de documento falso e tornozeleira descarregada Em relação à tornozeleira, o juiz destacou que “o relatório de monitoramento trazido pela Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) é assertivo quanto às reiteradas violações de monitoramento feitas pelo réu”. No pedido de prisão, o MPRJ afirmou que Mendes desrespeitou reiteradamente as determinações judiciais, como ausência de apresentação de relatórios médicos desde setembro, deixando de cumprir obrigações impostas quando teve a prisão preventiva convertida em medidas cautelares. Ao g1, a defesa do empresário disse que "a decretação de nova prisão é descabida, uma vez que João não descumpriu nenhuma das medidas cautelares impostas pelo juízo". O advogado de João Ricardo informou que vai recorrer da decisão. Prisão no aeroporto de Jericoacoara João Ricardo, que ficou conhecido nacionalmente por comandar a Hurb durante a crise que levou ao cancelamento de milhares de viagens vendidas pela empresa, voltou a ser detido na noite de segunda (5), no Aeroporto Regional de Jericoacoara. Ele tentou embarcar em voo com destino a Guarulhos, em São Paulo. Funcionários de uma companhia aérea e da equipe de segurança desconfiaram da validade do documento apresentado por ele. Durante a abordagem, constataram a falsificação e ainda que sua tornozeleira eletrônica estava descarregada. Ele foi autuado por uso de documento falso e levado à Delegacia Regional de Acaraú. Na audiência de custódia, realizada na terça (6), Mendes obteve liberdade provisória. A defesa argumentou que houve acordo com o MP e o juiz, priorizando "o restabelecimento de sua saúde plena, com acompanhamento médico". Fundador e ex-CEO do Hurb é denunciado por furto de obras de arte Histórico de medidas cautelares João Ricardo ficou preso em flagrante em abril de 2025, após furtar obras de arte de um hotel na Barra da Tijuca e itens de um escritório de arquitetura. Ele foi denunciado pelo MPRJ por furto qualificado e adulteração de identificação de veículo. Permaneceu em prisão preventiva por cerca de três meses até receber liberdade em agosto de 2025, nas condições de monitoramento eletrônico, proibição de deixar o RJ sem autorização e entrega do passaporte. Também foi instaurado incidente para avaliar possível questão de saúde mental. Ao justificar a nova prisão preventiva, o magistrado ressaltou que, mesmo sem intenção definida, o uso de documento falso configura novo crime e que o descumprimento das medidas cautelares representa risco concreto à ordem pública.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/01/10/mprj-pede-inclusao-de-ex-ceo-do-hurb-na-lista-vermelha-da-interpol.ghtml


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