MP denuncia guarda municipal por morte de adolescente durante abordagem em Varginha, MG
09/01/2026
(Foto: Reprodução) MP denuncia guarda municipal por morte de adolescente durante abordagem em Varginha
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou à Justiça, nesta sexta-feira (9), o guarda civil municipal de Varginha, de 46 anos, suspeito de matar um adolescente durante uma abordagem policial em dezembro do ano passado. Além do homicídio consumado, o agente também foi denunciado por duas tentativas de homicídio.
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Segundo o MPMG, a decisão foi tomada após a análise do inquérito conduzido pela Polícia Civil. O adolescente Cauã Batista da Silva, de 17 anos, morreu no dia 21 de dezembro após ser atingido por um disparo durante uma abordagem da Guarda Civil Municipal a motociclistas que faziam manobras ilegais. O caso ocorreu na Avenida Perimetral, que liga a Avenida Celina Ferreira Ottoni à Avenida dos Tachos.
À época, a direção da Guarda Civil Municipal informou que os condutores não obedeceram à ordem de parada, fugiram pela contramão e alguns entraram em um cafezal. Um dos agentes relatou que Cauã, que estava na garupa de uma motocicleta, teria feito gestos considerados bruscos e de ameaça, o que levou o guarda a acreditar que ele estivesse armado. Diante disso, o agente efetuou disparos. Cauã foi baleado nas costas, e outras duas pessoas também foram atingidas.
Agente da Guarda Civil é afastado após morte de adolescente baleado durante abordagem em Varginha
Reprodução EPTV
Familiares e amigos do adolescente questionam a ação dos agentes e a versão apresentada pela Guarda Municipal. Após o ocorrido, a corregedoria da GCM instaurou um processo administrativo para apurar a conduta dos envolvidos. O guarda que efetuou os disparos teve a arma recolhida para perícia, foi afastado das atividades operacionais e preso.
Em nota enviada à EPTV, a Guarda Civil Municipal informou que ainda não recebeu notificação oficial do Ministério Público sobre a denúncia.
Caso o Tribunal de Justiça de Minas Gerais aceite a denúncia, o guarda civil municipal passará à condição de réu, dando início à ação penal. De acordo com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, ele permanece preso no presídio de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, à disposição da Justiça.
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