MP abre investigação e dá 5 dias para UFMT esclarecer suposta lista que classificava alunas como 'estupráveis'
08/05/2026
(Foto: Reprodução) UFMT abre Processo Administrativo Disciplinarcontra alunos de direito
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) tem cinco dias para prestar esclarecimentos ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) sobre uma suposta “lista de mulheres mais estupráveis”, que teria sido feita por alunos do curso de Direito, no campus de Cuiabá.
A medida foi adotada após o MPMT instaurar, nessa quarta-feira (6), um procedimento administrativo para apurar possíveis crimes após o vazamento de uma troca de mensagem entre os alunos citando, de forma clara, a intenção de abusar sexualmente de colegas da turma.
O Ministério Público determinou o envio de ofício à Reitoria da UFMT para que a instituição informe quais providências internas estão sendo adotadas em relação à denúncia. Além disso, o Centro Acadêmico de Direito (CADI) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) deverão encaminhar ao MP, no mesmo prazo, todas as provas e documentos que possuam sobre o caso.
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Faculdade de Direito - UFMT
Reprodução
Nessa quarta-feira (6), a universidade informou que um dos estudantes supostamente envolvidos foi afastado preventivamente pela Faculdade de Direito. Ele é calouro do primeiro semestre do curso e não teve a identidade divulgada.
A universidade também informou que instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar o caso.
O caso
Manifestantes levaram cartazes repudiando o caso
João Lucas Rodrigues Tessaro
O caso ganhou repercussão nesta semana e gerou revolta e protestos de estudantes do próprio curso na última segunda-feira (4).
Segundo o Centro Acadêmico da UFMT as mensagens teriam sido compartilhadas em um aplicativo de troca de mensagens e se espalharam rapidamente durante esta semana.
Após a repercussão do caso, estudantes do curso espalharam cartazes pelo local cobrando medidas da Universidade.