Morte de Raul Jungmann repercute entre políticos e admiradores

  • 19/01/2026
(Foto: Reprodução)
Raul Jungmann morre aos 77 anos em Brasília O ex-ministro Raul Jungmann morreu neste domingo (18), aos 76 anos. A informação foi confirmada pelo Instituto Brasileiro de Mineração, do qual ele era presidente desde 2022. Ao longo de sua trajetória, Jungmann se destacou como uma das figuras mais respeitadas da política brasileira, ocupando cinco vezes o cargo de ministro e deixando um legado marcado pelo diálogo, pela ética e pelo compromisso com o interesse público. Nas redes sociais, a notícia da morte do ex-ministro provocou manifestações de colegas e amigos. O ministro Paulo Teixeira prestou homenagem destacando a trajetória de Jungmann. Ministro Paulo Teixeira prestou homenagem destacando a trajetória de Jungmann X/ Reprodução O senador Randolfe Rodrigues, do Amapá, escreveu que Jungmann era um dos mais capacitados e éticos homens públicos. Senador Randolfe Rodrigues lamenta morte de Raul Jungmann X/ Reprodução A ex-deputada Kátia Abreu também prestou homenagem. “Meu amigo querido e amado. Uma das maiores inteligências do país. Vai fazer muita falta ao Brasil. Vai em paz, meu amigo. Orgulho do meu coração. Amo você para sempre.” O ex-senador Roberto Freire comentou: “Uma notícia que me entristece muito. Morreu meu amigo e velho camarada desde a nossa juventude no Recife, Raul Jungmann. Um dos mais inteligentes e competentes políticos no parlamento e gestor público no Executivo e na iniciativa privada com quem convivi. Uma perda muito sentida. Meus pêsames à mulher, filhos e amigos de Raul Jungmann.” Raul Jungmann, em foto de 2017. DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO Carreira política e ministérios Durante sua carreira, Jungmann ocupou cargos estratégicos em diferentes governos. No governo Fernando Henrique Cardoso, comandou os ministérios do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias. Já no governo Michel Temer, foi ministro da Defesa e, em 2018, tornou-se o primeiro titular do Ministério da Segurança Pública, além de coordenar operações com as Forças Armadas em estados afetados por crises de segurança pública. Na juventude, militou no antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB) e ao longo da vida transitou por MDB, PPS e PMDB. Foi deputado federal por Pernambuco em 2002, reeleito em 2006, e também exerceu mandato como vereador do Recife. Durante a atuação legislativa, foi vice-presidente da CPI dos Sanguessugas e líder da Frente Brasil Sem Armas durante o referendo de 2005 sobre a comercialização de armas. Jungmann chegou a ser investigado por suspeitas de fraude em licitação e peculato em contratos do Ministério do Desenvolvimento Agrário, mas os inquéritos foram arquivados pela Justiça Federal. Ele deixa esposa, filhos e um legado marcado pela ética e pelo respeito ao debate democrático. Nota IBRAM "Com imenso pesar, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) comunica o falecimento de Raul Belens Jungmann Pinto, diretor-presidente da instituição, ocorrido em 18 de janeiro de 2026, em Brasília. Em atenção a um desejo de Raul Jungmann, o velório ocorrerá em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos. Pernambucano, Raul Jungmann dedicou mais de cinco décadas à vida pública brasileira, atuando com integridade, espírito republicano e um compromisso inabalável com a democracia, o desenvolvimento sustentável e o diálogo. Ao longo de sua trajetória, ocupou funções de grande relevância nacional, entre elas a presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), três mandatos como deputado federal e quatro ministérios - Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública. Em 2022, assumiu a presidência do IBRAM, liderando umaimportante agenda de transformação do setor mineral, pautada pelos princípios ESG (Ambiental, Social e Governança) e pela defesa de uma mineração mais responsável e alinhada aos desafios do século XXI. Sob sua liderança, o IBRAM fortaleceu seu protagonismo institucional e seu compromisso com a legalidade, a sustentabilidade, a inovação e o papel estratégico dos minerais na transição energética global. Jungmann será lembrado por sua competência, visão estratégica, capacidade de articulação e pelo legado de diálogo e ética que deixa não apenas na mineração, mas em toda a vida pública brasileira. Para Ana Sanches, presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Raul Jungmann foi um homem público de estatura singular, defensor firme da democracia e profundamente comprometido com o Brasil e com o interesse público. Segundo ela, à frente da Diretoria Executiva do Instituto, Jungmann conduziu a entidade por um período decisivo, fortalecendo o IBRAM e beneficiando todo o setor mineral, período este marcado pelo diálogo, pela visão estratégica e pela integridade. Seu legado constitui um marco na história do Brasil, do IBRAM e da indústria da mineração. Neste momento de profunda tristeza, o IBRAM manifesta solidariedade à família, amigos e colegas de jornada, agradecendo por tudo que Raul Jungmann representou para o Brasil, ao setor mineral e ao Instituto."

FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/01/18/raul-jungmann-repercussao.ghtml


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