Ministro do STJ Marco Buzzi é investigado por importunação sexual contra mulher de 18 anos
04/02/2026
(Foto: Reprodução) Ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça
José Alberto/STJ
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, de 68 anos, passou a ser investigado por importunação sexual após ser acusado por uma jovem de 18 anos. Ele nega a acusação.
O caso foi revelado pelo site da revista "Veja" na manhã desta quarta-feira (4) e confirmado pelo g1 e pela TV Globo. As investigações tramitam em sigilo por se tratar de um crime sexual.
➡️A vítima registrou ocorrência na Polícia Civil de São Paulo, que investiga o caso.
➡️O caso foi notificado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e os autos foram enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que Buzzi tem direito ao foro privilegiado.
Em nota (leia íntegra abaixo), o ministro Marco Buzzi diz que "foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas" e repudia "toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio".
Já a defesa da vítima afirmou aguardar rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes.
O caso é investigado como importunação sexual. Se houver condenação, a pena definida no Código Penal varia de 1 a 5 anos de reclusão.
Vítima relatou caso aos pais
Segundo apurou a TV Globo, a vítima relata ter sido assediada no mar no dia 9 de janeiro. A família passava uns dias na casa de praia de Marco Buzzi em Balneário Camboriú (SC).
A jovem de 18 anos contou aos pais que estava no mar quando percebeu a aproximação do ministro. Segundo o relato, Marco Buzzi puxou o corpo dela para junto do seu, e a agarrou pela lombar.
A vítima tentou se soltar, por pelo menos duas vezes, mas o ministro insistiu em forçar o contato. Por fim, a jovem conseguiu se soltar, saiu da água e foi pedir ajuda aos pais.
A família deixou a casa de praia de Marco Buzzi no mesmo dia.
Poucos dias depois, em 14 de janeiro, a vítima foi à Polícia Civil de São Paulo acompanhada de familiares e advogados para registrar a ocorrência.
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Apuração simultânea e em sigilo
A Corregedoria do CNJ informou em nota que apura o caso e colheu depoimentos na manhã desta quarta-feira (4).
A TV Globo apurou que a mãe e a vítima foram ouvidas. O conteúdo de toda a apuração é mantido em sigilo.
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Quem é Marco Buzzi
Marco Aurélio Gastaldi Buzzi é ministro do STJ desde setembro de 2011. Ele foi nomeado para ocupar a vaga deixada pelo ex-ministro Paulo Medina, que teve sua aposentadoria compulsória decretada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Natural de Timbó, em Santa Catarina, Buzzi é mestre em Ciência Jurídica, com especialização em Gestão e Controle do Setor Público, Direito do Consumo e em Instituições Jurídico-Políticas.
O que diz a defesa do ministro
"O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio."
O que diz a defesa da vítima
"Como advogado da vítima e de sua família, informamos que neste momento o mais importante é preservá-los, diante do gravíssimo ato praticado. Aguardamos rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes"
O que diz o CNJ
"O CNJ esclarece que o caso está tramitando no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação brasileira. Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização. A Corregedoria colheu nesta manhã depoimentos no âmbito do processo."
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