Milhares de peixes aparecem mortos na Barra da Tijuca, e biólogo aponta descarte após pesca como principal hipótese
09/02/2026
(Foto: Reprodução) Peixes apareceram mortos no Posto 6 da Barra da Tijuca
Reprodução
Milhares de peixes da espécie corvinas foram encontrados mortos na manhã desta segunda-feira (9) na altura do Posto 6, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. A cena chamou a atenção de banhistas e moradores, que registraram a grande quantidade de animais espalhados pela faixa de areia.
Imagens aéreas feitas pelo Globocop mostram funcionários da Comlurb atuando na limpeza da praia e recolhendo os peixes. Nas redes sociais, frequentadores relataram surpresa e preocupação com o impacto ambiental do episódio.
De acordo com biólogos ouvidos pela reportagem, a principal hipótese é de descarte irregular após uma operação de pesca. Segundo o biólogo Marcelo Szpilmann, diretor-presidente do AquaRio, episódios como esse não são comuns e podem ocorrer em situações de pesca predatória, ilegal ou acidental.
"Em operações de pesca industrial, como a realizada por traineiras que buscam sardinha para uso posterior na pesca de atum ou bonito, é comum que outras espécies acabem presas às redes. Quando isso acontece, esses peixes podem ser descartados ainda no mar por não terem valor comercial ou interesse para a embarcação", diz Szpilmann.
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A suspeita envolve embarcações do tipo traineira, que costumam capturar sardinha para servir de isca na pesca de espécies como atum e bonito. Durante esse processo, outros peixes podem ser capturados de forma não intencional.
Peixes apareceram mortos no Posto 6 da Barra da Tijuca
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Segundo especialistas, espécies como a corvina vivem próximas ao fundo do mar e podem acabar presas às redes durante esse tipo de operação. Como não são o alvo da pesca e não têm valor comercial para esse tipo de atividade, os peixes podem ser descartados ainda no oceano. Após morrerem, os corpos tendem a inflar e acabam sendo levados pelas correntes até a praia.
Para Szpilmann, a principal hipótese é que uma traineira tenha realizado a pesca de sardinha, usada como isca para a captura de atum e bonito, e acabado recolhendo de forma não intencional uma grande quantidade de corvinas.
"Como esses peixes não tinham utilidade para a embarcação, teriam sido descartados no mar. Os animais acabam morrendo e, com a ação das correntes, são levados até a praia, o que representa um impacto ambiental grave e inaceitável."
O g1 entrou em contato com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Comlurb e aguarda retorno.
Funcionários da Comlurb retiram os animais da praia
Reprodução/TV Globo
Corvinas mortas foram encontradas na praia da Barra da Tijuca
Reprodução/TV Globo
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