Mesmo com decisão judicial, aulas da rede municipal não normalizaram em Rio Branco
29/05/2026
(Foto: Reprodução) Servidores da Educação de Rio Branco foram até o MP-AC nesta sexta-feira (29) denunciar precariedades das escolas
Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre
As aulas na rede municipal de Rio Branco ainda não voltaram ao normal mesmo após a Justiça suspender a greve dos servidores. O g1 apurou que a direção de algumas escolas, que aderiram à greve por reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho no último dia 20, enviaram aos pais e responsáveis um comunicado informando sobre o retorno das aulas nesta sexta-feira (29).
Foi o caso da Escola Padre Peregrino, que retornou às atividades após a decisão judicial. Pelo menos 51 instituições de ensino, entre creches e centros de educação de ensino (CEI), estavam com as atividades suspensas desde o início do movimento. Não confirmação do número exato de colégios que voltaram às aulas nesta sexta.
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O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac) confirmou que comunicou o Poder Judiciário a suspensão do movimento, contudo, representantes de escolas ainda em greve estiveram nesta sexta no Ministério Público do Acre (MP-AC) para denunciar a precariedade dos colégios.
Segundo o Sinteac, a ida dos servidores ao MP-AC não foi organizada pelo sindicato, que oficialmente se afastou da greve. Conforme Rosana Nascimento, presidente do Sinteac, mais de 47 representantes de escolas municipais foram ao MP.
O grupo foi recebido pelo promotor de Justiça Ricardo Coelho. "Não estão de greve, estamos fazendo o movimento de denúncia aqui no ministério. Tem escola que não voltou [às aulas], mas não tenho a quantidade. O sindicato já comunicou o tribunal que estamos cumprindo a liminar", afirmou.
Direção da Escola Padre Peregrino informou sobre a volta às aulas nesta sexta-feira (29)
Reprodução
Suspensão
Na terça (26), o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), em decisão liminar, mandou suspender a greve dos servidores da educação municipal. Por ser liminar, cabe recurso da decisão e ela pode ser revista na análise do mérito.
A liminar atendeu um pedido de tutela de urgência apresentado pelo município sob argumento de que a paralisação é abusiva, determinou prazo de 24h para o retorno das aulas e fixou multa diária de R$ 50 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac) e Sindicato dos Professores do Acre (Sinproacre).
Mesmo com multa diária de R$ 50 mil, profissionais da Educação mantém greve
Conforme a liminar, a qual o g1 teve acesso, a gestão municipal argumentou que manteve tratativas com as entidades sindicais ao longo de 2026 e que o movimento descumpriu o dever de manutenção mínima dos serviços essenciais.
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Na quarta (27), a categoria fez um protesto em frente ao Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC). Os representantes foram recebidos por uma equipe do órgão. Além disso, algumas escolas também divulgaram comunicados informando que a greve continua.
Nessa quinta (28), os profissionais da Educação de Rio Branco mantiveram as atividades escolares suspensas e voltaram a protestar desta vez em frente à Câmara de Vereadores.
Aulas nas escolas de Rio Branco não retornaram em todas as escolas
Júnior Andrade/Rede Amazônica Acre
Impasse
Ao g1, o prefeito Alysson Bestene afirmou nessa segunda (25) que passou uma proposta de aumento de 5% para os sindicatos e a gestão já garantiu o aumento mínimo que vai refletir ao longo da carreira. Os servidores que ganham R$ 1,4 mil, por exemplo, receberiam R$ 1.621.
Contudo, a categoria considera a proposta insuficiente. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) afirmou que houve retrocesso nas negociações e que devem continuar com a greve até que haja uma proposta melhor da prefeitura. À Rede Amazônica Acre, a gestão municipal informou que mantém a proposta inicial.
Entre as principais reivindicações estão a reposição inflacionária dos salários, atualização das gratificações das equipes gestoras, avanço nas discussões sobre o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e melhorias na estrutura das unidades de ensino.
De acordo com a categoria, os servidores acumulam três anos sem reajuste salarial ou reposição inflacionária.
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