Menor apreendido por caso de estupro coletivo em Copacabana é ouvido em audiência
14/04/2026
(Foto: Reprodução) O adolescente apreendido no caso de estupro coletivo contra uma menor de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio, presta depoimento nesta segunda-feira (14) à Vara da Infância e Juventude, durante audiência de instrução do processo. Além do menor, também serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa.
O jovem se entregou à Polícia Civil no dia 6 de março. Já a vítima, de 17 anos, prestou depoimento por videoconferência, acompanhada por uma psicóloga.
Suspeitos de estupro coletivo em Copacabana
Reprodução/Fantástico
Procurada, a defesa do menor afirmou que não pode falar a respeito do caso, que tramita sob segredo de justiça.
Em uma audiência em 25 de março, prestaram depoimento Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Matheus Veríssimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin, todos acompanhados de seus advogados.
João Gabriel Xavier Bertho não falou. A defesa alegou que o deslocamento da prisão até o local do depoimento poderia causar “desgaste físico e emocional” ao acusado, além de representar “risco de exposição ilegal” de sua imagem. A justificativa foi aceita pelo juiz.
O crime
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O caso ocorreu na noite de 31 de janeiro, em um imóvel na Rua Ministro Viveiros de Castro.
De acordo com o relatório final do inquérito produzido pela 12ª DP (Copacabana), quatro homens foram indiciados pelo crime de estupro com concurso de pessoas.
Em depoimento prestado na delegacia, na presença da avó, a adolescente relatou que foi convidada pelo adolescente, que era um colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele. Ele teria pedido que ela levasse uma amiga, mas, como não conseguiu, foi sozinha.
Imagens de caso de estupro coletivo em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
Reprodução
Segundo a jovem, ela já havia tido um relacionamento com o rapaz entre 2023 e 2024, mas não se encontravam desde então.
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Ao chegar ao prédio, ela encontrou com o jovem na portaria e subiu ao apartamento. No elevador, o rapaz teria avisado que dois amigos estariam no local e insinuado que fariam “algo diferente”, o que ela diz ter recusado.
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No apartamento, ela afirmou ter sido levada para um quarto. Enquanto mantinha relação sexual com o jovem, outros três rapazes teriam entrado no cômodo, feito comentários e, segundo o relato, um deles passou a tocá-la sem consentimento.
A jovem contou que, após insistência do adolescente, concordou apenas que os amigos permanecessem no quarto, com a condição de que não a tocassem. No entanto, segundo ela, os jovens teriam tirado a roupa, passado a beijá-la e apalpá-la.
A vítima afirmou que foi forçada a praticar sexo oral e que sofreu penetração por parte dos quatro jovens. Disse ainda que levou tapas, socos e um chute na região abdominal. Em determinado momento, ela disse ter tentado sair do quarto, mas, segundo o depoimento, foi impedida.
Ela relatou ainda que, ao deixar o apartamento, enviou um áudio ao irmão dizendo que acreditava ter sido estuprada. Depois, contou o que havia ocorrido à avó e procurou a delegacia para registrar o caso.
Outros crimes
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Depois do crime, outras investigações foram abertas contra os envolvidos na 12ª DP (Copacabana), que prendeu os envolvidos e no caso.
Uma delas tinha 14 anos na época dos fatos, em 2023. Hoje com 17, ela contou aos investigadores que mantinha um relacionamento com um dos envolvidos — o único menor de idade apontado no caso — que também é citado como participante do estupro coletivo de Copacabana.
A adolescente relatou que foi convidada a ir até a casa de Matheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos, outro preso pelo estupro. O apartamento dele ficava no Maracanã, na Zona Norte do Rio.
Segundo o depoimento, ao menos dois dos suspeitos teriam participado da violência sexual, gravado imagens do crime e divulgado, tudo sem o consentimento da vítima.
Um outro caso aconteceu em outubro do ano passado: Vitor Hugo Simonin foi acusado de forçar uma menina a praticar sexo oral nele durante uma festa de estudantes do colégio Pedro II, na Zona Sul do Rio. O caso também é investigado pela 12ª DP (Copacabana).
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