Menina que morreu engasgada em escola tinha autismo e estava comendo feijão tropeiro
Emanuele Martins Soares, de 7 anos, morreu após passar mal durante o almoço na Escola Municipal Professora Maria José Gatti Carlos, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta quarta-feira (12). Segundo informações obtidas pela reportagem, a menina comia arroz e feijão-tropeiro quando teria se engasgado.
A criança tinha autismo nível 1 de suporte e era acompanhada por uma profissional de apoio durante as atividades pedagógicas. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, porém, Emanuele tinha autonomia para tarefas do dia a dia, como usar o banheiro e se alimentar.
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"Emanuele era uma criança independente e autônoma, mas ainda assim era acompanhada no momento da refeição por vários profissionais da escola."
A afirmação é da secretária de Educação de Ribeirão das Neves, Dolores Kicila Alves Carlos. Ela também explicou que a menina não fazia alimentação especial e não precisava de ajuda para comer.
"Ela nunca utilizou nenhum tipo de alimentação especial e nem precisava de apoio para a alimentação."
Alimento foi retirado durante atendimento
De acordo com William Silva de Paula, representante técnico de Ribeirão das Neves, um corpo estranho foi retirado durante o atendimento à criança. Ele afirmou, porém, que ainda é preciso aguardar o laudo da perícia para determinar o que provocou a morte.
"Foi retirado um pedaço de alimento. Provavelmente o incidente aconteceu por isso. Agora eu não sei te falar qual o alimento que foi retirado, porque eu não fui eu que prestei o atendimento para a criança, mas havia um alimento bloqueando."
A Secretaria de Educação informou que, assim que Emanuele passou mal, funcionários da escola tentaram realizar manobras para desengasgá-la. Uma médica que estava de plantão em um posto de saúde próximo à escola também foi chamada para ajudar no atendimento.
Segundo a prefeitura, as tentativas de reanimação duraram cerca de 40 minutos. O Samu também foi acionado.
A Polícia Civil realizou a perícia na escola, e a Prefeitura de Ribeirão das Neves abriu uma sindicância para apurar as circunstâncias da morte.
'Muito triste', diz professora
A morte de Emanuele causou comoção entre professores e funcionários da escola. Uma antiga professora contou que a menina era carinhosa e gostava de abraçar as pessoas.
"Ela gostava de dar um abraço, é muito carinhosa. Aliás, ela foi minha aluna ano atrasado. Ano passado, ela foi aluna da outra professora, mas tudo é aluno, né? Está dentro da escola, é aluno da gente."
A professora, que tem 20 anos de carreira, lamentou a morte da estudante:
"É muito triste. Em 20 anos de carreira, eu nunca vi uma situação tão triste como essa."
As atividades da escola foram suspensas após a morte. A prefeitura informou que presta suporte à família e à comunidade escolar.
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