Menina que morreu com suspeita de envenenamento pediu para ir ao hospital: 'Mãe, não estou aguentando'
30/03/2026
(Foto: Reprodução) Mãe de menina que morreu com suspeita de envenenamento relata pedido de ajuda da filha
A mãe de Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, que morreu com suspeita de envenenamento, após jantar com a família, em Alto Horizonte, na região norte de Goiás, contou que a filha chorou de dor e pediu para ir ao hospital (veja acima).
“Eu entrei lá no quarto, aí ela tava chorando. ‘Mãe, minha barriga tá doendo’. E ela geladinha. Eu vi que ela não tava normal. Ela falou assim: ‘Mãe, eu não tô aguentando, me leva pro hospital’”, relatou Nábia Rosa Pimenta, em entrevista exclusiva à TV Anhanguera.
Nábia contou que tinha um apego com a filha e era muito cuidadosa com ela. Na noite de sexta-feira (27), a mãe, os dois filhos e o namorado jantaram na área de casa: arroz, feijão e carne moída. Segundo ela, a refeição foi preparada pelo companheiro.
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“Eu assustei porque quando a pessoa baba e sai espuma pela boca, geralmente é veneno, só que eu nem dei por mim que poderia ser isso. Eu estava tão nervosa que a única coisa que eu queria fazer era acudir ela", relembrou a mãe.
Após passar mal, a menina foi levada ao Hospital Municipal Darcy Pacheco. De acordo com a unidade, a paciente deu entrada às 22h30 com crises convulsivas.
“Inicialmente, a paciente apresentou resposta às medidas terapêuticas instituídas, com melhora do quadro clínico. Contudo, evoluiu posteriormente com rebaixamento do estado geral, associado à bradicardia, progredindo para parada cardiorrespiratória”, narrou o secretário municipal de saúde, Edimar Souza Fonseca.
Quando Weslenny faleceu, o irmão dela foi levado à unidade de saúde, com um quadro clínico semelhante. Em seguida, ele foi encaminhado ao Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu, onde segue internado e estável.
Morte de menina de 9 anos é investigada, em Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
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Investigação
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O caso é tratado pela Polícia Civil como envenenamento. "Tudo indica que foi durante o jantar, onde eles comeram carne, arroz e feijão. Essa carne já estava na geladeira, foi aquecida. O arroz e o feijão teriam sido confeccionados no momento. E aí, depois disso, a louça foi lavada", destacou o delegado responsável pelo caso, Sandro Leal, em entrevista à TV Anhanguera.
A polícia apreendeu os restos de comida na casa, que foram levados para a perícia. "O resto da comida teria sido descartado, mas a gente encontrou. E tinha uma outra comida suspeita na geladeira, todos esses materiais foram recolhidos", disse o investigador.
Além disso, quatro aparelhos celulares foram recolhidos. A mãe, o padrasto, uma tia e o pai biológico das crianças prestaram depoimento.
"Os relatos médicos são de que apenas o padrasto teria apresentado alguns sintomas, mas não com a mesma intensidade do que os outros. Ele teria tido alguns episódios de vômito durante a noite, mas hoje mesmo pela manhã já estava de alta, tanto que pôde ser entrevistado e depois ouvido formalmente na delegacia. Todos alegam que comeram a mesma comida", ressaltou Sandro Leal.
A polícia também encontrou três gatos mortos. De acordo com Marcelo de Castro Coelho Morais, da 7ª Coordenação Regional de Polícia Técnico-Científica (CRPTC) de Uruaçu, a partir das matrizes biológicas coletadas da vítima, do irmão dela e dos animais, será possível identificar qual substância pode ter causado esse envenenamento.
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