Médico espancado por vizinho após ter apartamento invadido: o que se sabe sobre o caso
07/01/2026
(Foto: Reprodução) Médico denuncia agressão sofrida dentro de apartamento no Recife
Um médico dermatologista teve seu apartamento invadido e foi espancado por um vizinho no Recife. A vítima, Anderson Juliano de Lima, denunciou o caso como homofobia. O crime aconteceu na madrugada do dia 31 de dezembro, no bairro do Rosarinho, na Zona Norte da capital pernambucana.
Anderson disse que, depois do ataque, gravou a discussão que teve com o agressor e compartilhou diversos stories no Instagram pedindo ajuda aos seguidores. Após ser agredido, a vítima ficou coberta de sangue e sofreu lesões no rosto (veja vídeo acima).
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Veja, nesta reportagem, o que se sabe sobre o caso:
Quando e onde as agressões ocorreram?
Como foram as agressões?
Quem é o agressor?
O médico foi socorrido?
A polícia investiga o caso?
O agressor foi preso?
O que a defesa do agressor alega?
O que diz o condomínio?
Quando e onde as agressões ocorreram?
Dermatologista denunciou que foi vítima de homofobia, lesão corporal e violação de domicílio no Recife
Reprodução/WhatsApp
A invasão de domicílio e agressões aconteceram na madrugada de 31 de dezembro, o último dia do ano. A vítima e o agressor moram no Edifício Splendid Rosarinho, que fica na Rua Engenheiro Sampaio, no bairro do Rosarinho, na Zona Norte do Recife.
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Como foram as agressões?
O médico dermatologista Anderson Juliano de Lima denunciou que foi vítima de homofobia e teve seu apartamento invadido por um homem que não conhecia. Ao g1, a vítima contou que estava dormindo quando a campainha começou a tocar insistentemente, por volta das 4h.
Anderson disse que, ainda com a porta fechada, perguntou quem era e um homem se identificou como Túlio. O médico não abriu a porta, mas Túlio continuou empurrando, chutando e acabou arrombando o apartamento.
As agressões começaram logo em seguida. Anderson foi atingido por socos no rosto e acabou ensanguentado e com lesões no olho, no nariz e na boca (veja vídeo abaixo).
Médico denuncia agressão sofrida dentro de apartamento no bairro do Rosarinho, no Recife
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Quem é o agressor?
O agressor foi identificado como Túlio André Coelho Silva, de 30 anos. Ele mora no mesmo prédio de Anderson, na Zona Norte do Recife. Segundo a vítima, eles não se conheciam antes das agressões acontecerem.
Anderson contou ao g1 que, enquanto era agredido, Túlio o chamava de "viadinho" e dizia que tinha ido lá para matar ele. Também tentou justificar o ato criminoso dizendo que o médico tinha "dado em cima" dele.
Uma mulher que se dizia companheira de Túlio, identificada apenas como "Ane", apareceu no apartamento minutos após o médico ser espancado. Ela tentou ajudar a vítima e fazer Túlio se afastar. Porém, Anderson disse que "ela estava querendo realmente sondar a situação para ter o máximo de informações possíveis para defendê-lo [Túlio]".
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O médico foi socorrido?
Anderson acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele foi levado para o Hospital da Unimed, no bairro da Ilha do Leite, na área central do Recife. Após receber atendimento médico, registrou um boletim de ocorrência na polícia.
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A polícia investiga o caso?
A vítima contou que os policiais militares chegaram no apartamento cerca de 20 minutos depois do chamado. A Polícia Civil informou que investiga o caso, que foi registrado por meio da Central de Plantões da Capital, no bairro de Campo Grande, na área central do Recife.
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O agressor foi preso?
Túlio André Coelho Silva, de 30 anos, foi preso em flagrante por homofobia, lesão corporal e violação de domicílio. Porém, após audiência de custódia realizada em 1º de janeiro, ele foi liberado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
Segundo o juiz Walmir Ferreira Leite, que liberou o agressor, Túlio André não possui histórico criminal e vai responder ao processo em liberdade, mediante o cumprimento das seguintes medidas cautelares:
comparecimento mensal em juízo;
proibição de ausentar-se da comarca por mais de oito dias, sem autorização judicial;
recolhimento domiciliar das 21h às 6h;
proibição de manter contato ou se aproximar da vítima;
proibição de frequentar as áreas comuns do condomínio onde o crime ocorreu.
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O que a defesa do agressor alega?
Procurados pelo g1, os advogados de Túlio André classificaram o episódio como um "fato isolado". Em nota, a defesa do agressor também afirmou que:
a concessão de liberdade provisória demonstra "inexistência de elementos concretos que justificassem a prisão preventiva";
embora o agressor tenha sido autuado por lesão corporal grave, "não há laudo pericial oficial que comprove tal gravidade";
não houve "qualquer conduta homofóbica" e foram apresentados registros públicos que demonstram que o agressor "mantém relações pessoais e convivência social com pessoas declaradamente homossexuais".
o caso é "absolutamente dissociado da vida pregressa do autuado, que é primário, empresário e sempre manteve conduta social regular".
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O que diz o condomínio?
Em nota enviada ao g1, a administração do condomínio Edifício Splendid Rosarinho informou que, “assim que tomou conhecimento de uma briga entre vizinhos, o condomínio acionou as autoridades competentes de forma quase imediata”.
No comunicado, a administração afirmou ainda que “não houve qualquer falha na segurança do condomínio, uma vez que o caso envolveu dois moradores” e disse também que está “à disposição para colaborar com as autoridades durante as investigações, inclusive com o compartilhamento de imagens que possam facilitar o trabalho da polícia”.
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Dermatologista tem lesão ocular após ser agredido dentro de apartamento
Reprodução/Whatsapp
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