Marido de delegada preso por usar carro da Polícia Civil já era investigado por estelionato, agiotagem e ameaça
11/03/2026
(Foto: Reprodução) Delegada e marido são presos em BH
O advogado Renan Rachid Silva Vieira, casado com a delegada Wanessa Santana Martins Vieira e preso nesta terça-feira (11) por usar um carro da Polícia Civil de Minas Gerais, já era investigado por estelionato, agiotagem e ameaça. A informação foi confirmada por fontes da polícia.
De acordo com as denúncias, o suspeito seria agiota, falsificava cheques, aplicava golpes e também ameaçava as vítimas de agressão, perseguição e morte.
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O advogado, de 38 anos, foi preso por peculato, quando há a apropriação de bem público. Ele foi flagrado conduzindo uma viatura oficial descaracterizada da Polícia Civil, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte. A prisão foi feita pela Corregedoria da polícia após diligências.
Renan usava o veículo oficial destinado à esposa, também de 38 anos, para se deslocar ao trabalho. A Polícia Civil informou que a delegada foi ouvida e também teve a prisão em flagrante por peculato ratificada.
"Após os procedimentos de polícia judiciária, o advogado foi encaminhado ao sistema prisional e a servidora à Casa de Custódia da Polícia Civil. As investigações prosseguem", informou a nota da Polícia Civil.
Wanessa trabalhava em uma delegacia de São José da Lapa, na Região Metropolitana de BH. A polícia disse ainda que se opõe a desvios de conduta dos servidores.
O g1 procurou a defesa de Renan Rachid e Wanessa Santana e não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
Advogado Renan Rachid Silva Vieira e a esposa, delegada da Polícia Civil, Wanessa Santana Martins Vieira
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Denúncias por ameaça e estelionato
Em 2019, Renan foi denunciado pela empresa onde foi funcionário. Ele teria falsificado um cheque no valor de R$ 6 mil reais e repassado para parentes, que são empresários, e passaram a cobrar a antiga empresa onde o suspeito trabalhava.
A vítima teria sido ameaçada de morte pelo ex-funcionário após tentar resolver a situação.
Em 2025, Renan Silva teria vendido uma casa localizada em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de BH, que já estava penhorada. O homem teria recebido R$ 50 mil reais como adiantamento da compradora.
A mulher procurou a Polícia para denunciar que, após descobrir que não seria possível transferir o imóvel, o suspeito não devolveu o valor e ainda cobrou o valor total da venda, de R$ 800 mil reais.
Denúncias por agiotagem e ameaça
Em 2024, o suspeito emprestou dinheiro para uma empresa de peças. O valor da dívida, com juros acumulado, chegou a R$ 400 mil reais. Mas, a empresa não conseguiu pagar, segundo consta no boletim de ocorrência.
Ainda segundo informações da polícia, Renan foi ao local e ameaçou os funcionários e proprietários. O homem prometeu agredir e matar as vítimas e os parentes delas.
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