Mais de 1 milhão de correntistas do Banco Ueno foram ressarcidos; crise impacta comércio do Paraguai
07/11/2026
(Foto: Reprodução) Mais de 1 milhão de correntistas do Banco Ueno foram ressarcidos; crise impacta comércio do Paraguai
Jornal Nacional
O Banco Central do Paraguai informou que já ressarciu mais de 1 milhão de correntistas do Banco Ueno.
Segundo o Banco Central do Paraguai, até esta sexta-feira (6) 1,2 milhão de clientes do Ueno tiveram os valores ressarcidos.
Até agora, já foram pagos aproximadamente 995 bilhões de guaranis, o equivalente a R$ 875 milhões.
Esses clientes fazem parte da primeira fase de pagamentos: aqueles que tinham depósitos de até 10 milhões de guaranis, cerca de R$ 8,8 mil.
Hoje, o Banco Central começou a segunda etapa. Estão sendo ressarcidos clientes que tinham de 10 milhões a 121 milhões de guaranis, ou seja, de R$ 8,8 mil até cerca de R$ 107 mil.
Nas duas etapas, o pagamento segue alguns critérios: a pessoa não pode ter dívidas com a instituição e precisa ter uma conta em outro banco paraguaio.
Na segunda-feira, o Banco Central espera começar uma nova etapa de pagamentos.
O presidente interino do Banco Central do Paraguai, Pedro Acosta, disse que 60% dos clientes do Ueno já foram ressarcidos e que falta cobrir o saldo de cerca de 670 mil contas.
Mesmo com clientes já tendo recebido o ressarcimento, o colapso do Ueno segue afetando a vida dos paraguaios, até mesmo de quem não tinha conta no banco.
O dinheiro que não chega ao bolso do consumidor deixa de circular no comércio paraguaio. O cliente não compra, o comerciante vende menos.
Em Cidade do Leste, pertinho de Foz do Iguaçu, fora da área turística, comerciantes já sentem os efeitos da crise financeira.
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O Luiz já percebeu que o movimento diminuiu nos últimos dias. Não só de paraguaios, mas também de brasileiros que moram ou estudam na fronteira.
Boa parte dos pagamentos que ele recebia na loja de chaves e carimbos caía no Banco Ueno. "O negócio parou, parou uns 70%, porque a gente não tem movimento pela culpa de que o dinheiro está todo parado e a gente não sabe de onde tirar", diz o comerciante.
O movimento na loja de roupas em que a Tania trabalha já caiu pela metade. Ela também não sabe ainda como vai pagar as contas.
O salário dela caiu pouco antes do banco fechar e agora está esperando quando vai conseguir receber.
"Infelizmente não tenho muito o que fazer, tenho que esperar", diz a vendedora.
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