Mãe trans do interior de SP relata que preconceitos não afetam a maternidade: 'Sou uma mãe completa'

  • 10/05/2026
(Foto: Reprodução)
Mãe trans de Sorocaba fala que preconceitos não afetam a maternidade Em um país frequentemente marcado por episódios de preconceito contra a população trans, uma mulher negra e trans de Sorocaba (SP) surpreende ao relatar que vive uma vida tranquila e encontrou na maternidade um espaço de acolhimento e afeto. Para o Dia das Mães, celebrado neste domingo (10), o g1 conversou com Kimberlly Fidelis Brandão, que tem uma história rara para seu contexto de vida. Ela afirma que, apesar de ser uma mulher trans, sua identidade de gênero não esteve associada a sofrimento em sua vivência pessoal. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Kimberlly é auxiliar em uma academia e nasceu em Carapicuíba (SP), tem 53 anos e se descobriu uma mulher trans entre os 30 e 35 anos. Ela se tornou mãe de Lucas Saraiva Lima dos Santos Fidelis aos 41, quando casou com o pai biológico dele e morava em Mato Grosso do Sul. Mãe trans de Sorocaba (SP) agradece por dia a dia sem preconceitos Arquivo pessoal O relacionamento não deu certo e, devido às constantes viagens de trabalho do pai do menino, Kimberlly decidiu assumir integralmente a guarda ainda quando a criança era recém-nascida. Desde então, os dois se mudaram para Sorocaba (SP), onde Lucas tem sido criado. "Ele ainda convive com o pai, mas ele nasceu pra mim. Eu amo educar ele, pra ser uma pessoa gentil. Eu cobro muito o estudo dele, eu já falei: 'Você pode fazer o que você quiser, perguntar o que você quiser, sendo impecável na escola, de resto eu levo pra frente", disse Kimberlly. Descrito como curioso e esperto, Lucas representa para Kimberlly a possibilidade de exercer a maternidade, vivida por ela como a realização de um sonho. Kimberlly Fidelis, de Sorocaba (SP), ama viajar com o filho pelo país Arquivo pessoal 'Vida tão normal que é até estranho' A transfobia é recorrente no cotidiano da comunidade no Brasil, especialmente contra pessoas que não se enquadram em papéis sociais heteronormativos — padrões que tratam a heterossexualidade como a única orientação válida. Ao g1, Kimberlly disse que é uma pessoa muito abençoada, justamente porque até hoje não precisou enfrentar preconceitos e vive com o filho uma rotina comum, como a de qualquer outra família. Apesar disso, ela relata que já viveu episódios transfóbicos durante o período de transição, mas nunca deixou que as situações lhe afetassem. "A gente tem uma vida tão normal que até é até estranho falar. Hoje todo mundo sabe da minha história, me respeita, os amiguinhos do Lucas me chamam de tia, na escola me tratam super bem, eu só tenho a agradecer por isso mesmo", destacou. Kimberlly Fidelis, de Sorocaba (SP), é mãe trans e se orgulha da relação que contruiu com o filho Arquivo pessoal Lucas já fez diversas perguntas sobre a sua origem para a mãe, que Kimberlly diz fazer questão de responder. Segundo a mãe, o menino entende que é filho de uma mulher trans e que não foi gerado por ela. Ainda assim, isso não o fez agir com hostilidade com a mãe e também não influenciou na convivência entre Lucas e os colegas. "Eu nem precisei ir conversar com ele, ele mesmo veio falar comigo há alguns anos. Queria saber se ele saiu da minha barriga. (...) Também nunca sofreu nenhum problema na escola, se sofreu, nunca me contou. É tudo muito tranquilo, graças a Deus, ana escola, aqui no bairro", acrescentou Kimberlly. Lucas também faz questão de demonstrar carinho pela mãe. O adolescente a descreve como “bonita” e afirma que ela é tudo para ele. Entre os momentos que mais aprecia na rotina ao lado dela, estão as viagens que fazem juntos e o arroz com frango preparado por Kimberlly. "Eu amo ela, ela é minha mãe, né? É tudo pra mim", disse. Kimberlly Fidelis, de Sorocaba (SP) e o filho, Lucas Fidelis Arquivo pessoal Além de brincadeiras, a família gosta de viajar. Kimberlly contou que os dois já foram para várias cidades do interior de São Paulo e diversas vezes para a praia, seja de carro ou de ônibus. Para ela, a maternidade representa sentir um amor incondicional: "Sou uma mãe completa. Meu filho me fez uma pessoa mais feliz. Abri mão de muitas coisas da minha vida por ele e não me arrependo de nada. Preconceito pode existir com todo mundo. O importante é amar incondicionalmente." Passatempo favorito de mãe e filho de Sorocaba (SP) é viajar para conhecer o mundo Arquivo pessoal Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2026/05/10/mae-trans-do-interior-de-sp-relata-que-preconceitos-nao-afetam-a-maternidade-sou-uma-mae-completa.ghtml


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