Mãe é presa em flagrante após agredir filho de 8 anos com fio de telefone em Várzea Paulista
02/10/2026
(Foto: Reprodução) Delegacia de Várzea Paulista (SP)
Reprodução / Google Street View
Uma mulher de 23 anos foi presa em flagrante por lesão corporal e violência doméstica após agredir o próprio filho de 8 anos com um fio de telefone em via pública, no bairro Jardim América, em Várzea Paulista (SP). O caso ocorreu na tarde de quinta-feira (1º). Ela teve a liberdade provisória concedida na sexta (2), após audiência de custódia.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, a Polícia Militar (PM) foi acionada por meio de uma denúncia anônima que informava sobre a agressão na rua. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a criança com lesões avermelhadas no braço e na perna direita.
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Questionada pelos policiais, a mãe afirmou que estava "corrigindo" o filho. Ela alegou ter retornado do trabalho e encontrado o menino brincando na rua sem permissão, admitindo ter desferido golpes com o fio contra a criança.
O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a ocorrência. Em conversa reservada com os conselheiros, o menino chorou e relatou que vinha sendo agredido frequentemente pela mãe há cerca de um mês, com chutes, empurrões e golpes de fio, além de sofrer ameaças para não contar sobre os episódios na escola.
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A criança afirmou que não queria mais morar com a mãe e foi entregue aos cuidados de uma tia.
Segundo o registro policial, a mulher já era acompanhada pelo Conselho Tutelar e possui histórico de investigação por maus-tratos contra o filho. A delegada responsável decretou a prisão em flagrante sem direito à fiança e representou pela prisão preventiva da suspeita.
A criança foi encaminhada para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e passará por escuta especializada com psicóloga.
Liberdade provisória
Segundo o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), após audiência de custódia nesta sexta-feira (2), a mãe teve a liberdade provisória concedida. Apesar de responder ao processo em liberdade, ela deverá cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça.
O Judiciário também concedeu medidas protetivas em favor da criança. Entre elas, a proibição de a investigada se aproximar do filho a menos de 200 metros e de manter qualquer tipo de contato com ele ou com os responsáveis que assumirem seus cuidados. A mulher também deverá participar de programas de recuperação e reeducação e receber acompanhamento psicossocial.
Além disso, ficou suspensa, em caráter provisório, qualquer retomada da guarda de fato, dos cuidados cotidianos ou da convivência com o menino, até nova deliberação judicial e manifestação dos órgãos da rede de proteção à infância e juventude.
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