Luis De la Fuente e Lionel Scaloni, professor e aluno, se reencontram valendo a taça do Mundial
18/07/2026
(Foto: Reprodução) Final entre Espanha e Argentina marca reencontro de dois técnicos com antiga relação de parceria
No domingo (19), mestre e pupilo vão entrar em campo, mas na beira do gramado. São os técnicos da Argentina e da Espanha. Eles têm uma relação antiga: o professor e o aluno. Quem mostra é o repórter André Gallindo.
Essa é uma aula prática de controle emocional. Seu time vai conseguir uma virada épica nos acréscimos que te leva à final da Copa. Sua reação seria essa? Uma mão na boca, um risinho? E aí, depois, vai se sentar e tomar tranquilamente um gole d’água enquanto todos estão enlouquecidos?
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
Não foi a primeira vez. Aliás, é hábito de Lionel Scaloni. Após gols salvadores, comuns para a Argentina nessa Copa, o técnico ficou “tranquillo”. Ele explicou após um desses jogos:
“Fico angustiado para que a partida termine”.
Quem o conhece desde os tempos de jogador diz que ele sempre foi quieto. Virou ídolo do La Coruña, na Espanha, e permaneceu no país - onde mora, onde casou e teve filhos. São fatos que fazem muita gente dizer que Lionel Scaloni é o mais espanhol dos argentinos. Só que ele também, provavelmente, é o mais espanhol dos treinadores argentinos. Por causa de um mestre que, por coincidências do destino, estará do outro lado na final da Copa do Mundo.
Luis De la Fuente e Lionel Scaloni, professor e aluno, se reencontram valendo a taça do Mundial
Jornal Nacional/ Reprodução
Conhece os dois abraçados na foto? Luis e Lionel, nove anos atrás, quando o espanhol foi professor do argentino no curso de treinadores de futebol da federação espanhola.
“Luis De la Fuente foi meu professor, e sempre gostei de como ele era acessível”, contou Scaloni.
Domingo (19), Luis vai tentar o que Lionel já tem: um título de Copa.
“Tenho uma amizade muito grande com Scaloni e será especial enfrentá-lo”, afirma Luis De la Fuente.
Campeão sobre a França em 2022, Lionel pode conquistar a segunda Copa, agora, sobre o país que é sua casa.
“Moro lá e tenho família espanhola. Tentarei vencê-los, mas tenho o maior respeito”, afirma.
Se isso vai significar manter a calma após a maior das conquistas? Domingo saberemos.
GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional
LEIA TAMBÉM
Copa de 2026 tem o pior índice de acerto de pênaltis dos últimos 60 anos, com erros até de Messi e Mbappé
Messi se torna o maior artilheiro da história das Copas
Cristiano Ronaldo se torna o primeiro jogador a fazer gols em 6 edições de Copa do Mundo
Gigantes no gol: altura dos goleiros bate recorde e muda a Copa de 2026