Líderes da Otan discutem aumento dos investimentos em defesa por causa da guerra na Ucrânia
08/07/2026
(Foto: Reprodução) Líderes da Otan discutem aumento dos investimentos em defesa por causa da guerra na Ucrânia
Jornal Nacional/ Reprodução
Líderes da Otan se reuniram nesta quinta-feira (7) para discutir o aumento dos investimentos em defesa por causa da guerra na Ucrânia. Mas o encontro também voltou a expor as divergências entre Donald Trump e os aliados europeus.
A maior corrida armamentista da Otan desde o fim da Guerra Fria já está em marcha.
“O zumbido das máquinas precisa se transformar em um rugido”, disse o secretário-geral da Otan.
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Sob pressão da guerra na Ucrânia e das cobranças de Washington, os países da Otan estão aumentando os gastos militares.
Donald Trump desembarcou dizendo ter ficado decepcionado com a falta de apoio à operação militar contra o Irã. Criticou, novamente, a primeira-ministra da Itália e ameaçou retirar os soldados americanos da Europa.
Também insistiu que a Groenlândia deveria ficar sob controle dos Estados Unidos. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, disse que o território não está à venda.
Para a Ucrânia, um afastamento de Trump teria consequências imediatas. Os bombardeios russos dos últimos dias expuseram a falta de mísseis Patriot para proteger Kiev. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defendeu que a Europa desenvolva capacidade própria em sistemas antimísseis e disse que pretende discutir o envio de novos Patriots com Donald Trump.
Durante quase 80 anos, a segurança européia dependeu dos Estados Unidos. Mas as falas de Donald Trump indicam que esse apoio já não é dado como certo. Pela primeira vez desde 1945, a Europa volta, então, a assumir a sua própria segurança. Só no último ano, a aliança investiu US$ 37 bilhões para ampliar sua indústria de defesa.
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