Justiça nega recurso e mantém presos jogadores do Vasco-AC suspeitos de estupro coletivo

  • 04/03/2026
(Foto: Reprodução)
Alex Pires Júnior, o Lekinho, se entrega à polícia por suspeita de estupro em Rio Branco A Justiça do Acre negou a liminar de habeas corpus solicitada pela defesa dos jogadores Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior, suspeitos de estupro coletivo contra duas mulheres dentro do alojamento do clube, na madrugada de 13 de fevereiro, em Rio Branco. Com isso, o jogadores seguem presos no Complexo Prisional de Rio Branco. A informação foi confirmada ao g1 nesta quarta-feira (4) pelos advogados dos jogadores, Robson Aguiar e Atevaldo Santana do Nascimento. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp 👉 Contexto: Os jogadores que são investigados pelo estupro coletivo foram presos em flagrante pela Polícia Civil. Erick foi preso em 14 de fevereiro. Já no dia 17, a Justiça decretou a prisão temporária dos jogadores Matheus, Brian e Alex. Eles negam o crime. Conforme o advogado Robson Aguiar, defesa de Alex Pires, o pedido de revogação da prisão foi feito em 19 de fevereiro, contudo, o Ministério Público do Acre (MP-AC) se posicionou contra a liberdade na última sexta-feira (27). Justiça nega liberdade de jogadores do Vasco-AC, presos por suspeita de estupro coletivo Arquivo/Jhon Lennon e Sueli Rodrigues "O MP opinou pelo indeferimento do pedido de revogação temporária, assim, os jogadores poderão ficar presos por até 30 dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo período. Órgão ainda pediu urgência para a delegacia finalizar o inquérito e agora o caso está na mesa do juiz para a decisão", afirmou. LEIA MAIS O que se sabe sobre caso dos jogadores suspeitos de estupro coletivo em alojamento do Vasco-AC Patrocinadores rompem contrato com Vasco-AC após contratação do goleiro Bruno e prisão de jogadores Ainda segundo Aguiar, nesta quarta (4), ele se reuniu com a delegada Elenize Frez, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), para conversar sobre a prisão dos jogadores. "Conversei com ela, pois, uma delegada também tem o poder de pedir ao juiz que não necessita mais que os meninos fiquem presos, especialmente o Alex, que é o meu cliente", finalizou. Já o advogado Atevaldo Santana, que defende Erick, Matheus e Brian, confirmou que teve pedido de liberdade negado no dia 13 de fevereiro, assim, os jogadores também tiveram a prisão temporária mantida. Ele entrou com recurso contra a decisão na última sexta (27). "Estou esperando a liberação da Justiça, o pedido ainda não chegou nem a ser analisado pelo juiz", resumiu Santana. Os quatro jogadores do Vasco-AC suspeitos pelo crime de estupro devem ficar presos por até 30 dias Jogadores presos por estupro coletivo Os jogadores Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior são investigados pelo estupro de duas mulheres em 13 de fevereiro na capital. Em nota anterior, o Vasco-AC afirmou que não compactua com qualquer forma de violência e que adotará as medidas cabíveis no âmbito interno, conforme o andamento das investigações. Caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em 14 de fevereiro. À época, o delegado Alcino Souza, que estava de plantão, informou que encontrou as vítimas na Maternidade Bárbara Heliodora. Segundo ele, as mulheres haviam procurado a delegacia pela manhã, mas não conseguiram formalizar a ocorrência e foram encaminhadas para atendimento médico. As vítimas relataram medo de retaliação e foram orientadas por uma assistente social a registrar a denúncia. Ainda conforme a polícia, as mulheres foram ao alojamento para se relacionar de forma consensual com os jogadores, mas teriam sido submetidas aos abusos posteriormente. "Você só vai até o ponto em que ambos querem. Então, foi nesse contexto a situação", resumiu o delegado. Os três jogadores tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça no dia 15 de fevereiro, no mesmo dia em que Erick Serpa, o quarto envolvido, teve a prisão mantida pela Justiça. No dia 17, os três jogadores se entregaram à polícia. O primeiro a se entregar foi Alex Pires Júnior (Lekinho), que foi até a Delegacia de Flagrantes (Defla), acompanhado do treinador Eric Rodrigues e do advogado Robson Aguiar. Matheus Silva e Brian Peixoto Henrique Iliziario foram até a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) com o advogado Atevaldo Santana. Ministérios repudiam homenagem a jogadores presos suspeitos de estupro coletivo no AC No dia 19 de fevereiro, o Vasco-AC fez sua estreia na Copa do Brasil na Arena da Floresta, em Rio Branco, e acabou eliminado pelo Velo Clube nos pênaltis. Antes da bola rolar, no entanto, o time acreano chamou atenção ao entrar em campo com camisas que estampavam os nomes de três dos quatro atletas presos. Contudo, a ação foi repudiada em conjunto, pelos ministérios das Mulheres e do Esporte, que classificaram como 'inaceitável' a homenagem. O gesto dos atletas também é investigado pelo MP-AC. Além da ação, o órgão também vai fazer investigação própria sobre a denúncia de violência sexual e vai analisar se houve possível omissão da justiça desportiva do estado. Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/03/04/justica-nega-recurso-e-mantem-presos-jogadores-do-vasco-ac-suspeitos-de-estupro-coletivo.ghtml


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