Justiça nega novo pedido de habeas corpus de empresário acusado de matar gari em BH

  • 19/06/2026
(Foto: Reprodução)
Empresário Renê da Silva Nogueira em audiência de instrução Reprodução O empresário Renê da Silva Nogueira Junior, acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, em BH, na manhã do dia 11 de agosto do ano passado, segue preso após ter mais um pedido de habeas corpus negado pela justiça. A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) foi a responsávelpelo julgamento, nesta quinta-feira (18). O habeas corpus já havia sido negado pelo TJMG em fevereiro. A defesa recorreu ao STJ, que entendeu que os advogados deveriam ter tido a oportunidade de apresentar seus argumentos durante a sessão. Por isso, determinou que o pedido fosse julgado novamente pela Corte mineira. Após a determinação do STJ, o pedido foi analisado novamente pelos desembargadores do TJMG. Ao final do novo julgamento, eles mantiveram o entendimento adotado em fevereiro e negaram mais uma vez o pedido de soltura apresentado pela defesa. Agora no g1 Relembre o caso O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior foi preso após matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, durante uma discussão de trânsito no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte, em agosto de 2025. Segundo as investigações, Renê se irritou porque o caminhão de coleta de lixo ocupava a via. Ele teria ameaçado a motorista do veículo e, em seguida, efetuado disparos contra os trabalhadores. Laudemir foi atingido no abdômen e morreu no local. Uma semana após o crime, o empresário confessou ter feito os disparos. Em depoimento, afirmou que utilizou a arma da esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, sem o conhecimento dela. A perícia confirmou que a arma usada no crime pertencia à delegada. A Polícia Civil abriu um procedimento para apurar as circunstâncias da guarda do armamento. O Ministério Público de Minas Gerais também pediu o bloqueio de R$ 3 milhões em bens do casal para garantir eventual indenização à família da vítima. Laudemir trabalhava havia nove anos na limpeza urbana de Belo Horizonte e era considerado um funcionário exemplar pela empresa para a qual prestava serviços. Segundo colegas e familiares, ele estava prestes a ser promovido quando foi morto durante o expediente. Infográfico mostra principais pontos do assassinato do gari Laudemir Fernandes pelo empresário Renê Júnior, que confessou o crime Arte/g1 Vídeos mais vistos no g1 Minas Gerais

FONTE: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/06/19/justica-nega-novo-pedido-de-habeas-corpus-de-empresario-acusado-de-matar-gari-em-bh.ghtml


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