Justiça mantém condenação de empresários ex-secretários e ex-servidor da Prefeitura de Sorocaba por propina e superfaturamento
04/02/2026
(Foto: Reprodução) O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a condenação de cinco pessoas envolvidas no superfaturamento na compra de um prédio que seria a sede da Secretaria de Educação de Sorocaba (SP). O imóvel, no bairro Campolim, teve o valor superfaturado em R$ 10,3 milhões.
Todos os condenados tiveram as penas reduzidas, são eles: Areobaldo Negretti, servidor público aposentado da prefeitura; Arthur Fonseca Filho, empresário, um dos donos do imóvel; Renato Machado de Araújo, empresário, o outro dono do imóvel; Fausto Bossolo, ex-secretário de Administração; e Paulo Henrique Marcelo, ex-secretário de Desenvolvimento.
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Prédio comprado pela Prefeitura de Sorocaba, no Campolim, com valor maior que do mercado
Google Street View/Reprodução
O acórdão com as decisões ainda precisa ser publicado. Depois disso, o desembargador vai decidir se os condenados começam a cumprir as penas.
Os advogados dos empresários Arthur Fonseca Filho e Renato Machado de Araújo informaram que vão recorrer da decisão. As defesas dos outros condenados não se manifestaram até a publicação desta reportagem.
Confira as penas:
Areobaldo Negretti
Pena em 1ª instância: 6 anos e 5 meses;
Pena em 2ª instância: 3 anos e 10 meses;
Crimes: corrupção e peculato.
Arthur Fonseca Filho
Pena em 1ª instância: 8 anos em regime fechado;
Pena em 2ª instância: 5 anos em regime semiaberto;
Crime: peculato.
Renato Machado de Araújo
Pena em 1ª instância: 10 anos em regime fechado;
Pena em 2ª instância: 6 anos em regime semiaberto;
Crime: peculato.
Fausto Bossolo
Pena em 1ª instância: 23 anos em regime fechado;
Pena em 2ª instância: 14 anos em regime fechado;
Crimes: corrupção e peculato.
Paulo Henrique Marcelo
Pena em 1ª instância: 10 anos em regime fechado;
Pena em 2ª instância: 6 anos em regime semiaberto;
Crime: peculato.
Entenda o caso
Justiça condena a prisão atual e ex-secretário, empresários e ex-servidor de Sorocaba
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a negociação para a compra do prédio que seria a nova sede da Secretaria de Educação de Sorocaba aconteceu entre outubro e novembro de 2021.
De acordo com a investigação, servidores da prefeitura combinaram o pagamento de R$ 10,3 milhões a mais pela compra do imóvel no bairro Campolim.
O valor de mercado do prédio era de R$ 19,5 milhões, mas a prefeitura pagou R$ 29,3 milhões. Durante as investigações, a Justiça bloqueou os R$ 10,3 milhões pagos a mais.
Um engenheiro da prefeitura recebeu R$ 20 mil para fraudar o laudo e aumentar o valor do imóvel.
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