Justiça inclui bois Caprichoso e Garantido em ação sobre preços de ingressos do Festival de Parintins 2026

  • 28/01/2026
(Foto: Reprodução)
Bumbás Caprichoso e Garantido Aguilar Abecassis A Justiça do Amazonas determinou a inclusão dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido na Ação Civil Pública que questiona o reajuste dos preços dos ingressos do Festival Folclórico de Parintins 2026. A ação foi proposta pelo Ministério Público (MPAM) contra a empresa Amazon Best, responsável pela venda dos ingressos, sob a alegação de prática abusiva nos valores cobrados ao público. Os ingressos para o Festival Folclórico de Parintins de 2026 se esgotaram menos de quatro horas após serem liberados para venda no dia 6 de dezembro. A liberação ocorreu em meio ao impasse judicial, após MPAM tentar reverter a decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) que autorizou a retomada das vendas. O Ministério Público pediu a inclusão das agremiações como rés no processo, por entender que elas são corresponsáveis pela política de preços e beneficiárias diretas da arrecadação. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O g1 entrou em contato com os bois Caprichoso e Garantido para questionar a inclusão na ação e quais medidas devem ser adotadas pelas agremiações, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. A decisão de incluir os bois na ação foi assinada pela juíza Simone Laurent Arruda da Silva, da 17ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho de Manaus, na terça-feira (27). No decorrer do processo, a Amazon Best apresentou à Justiça um termo conjunto de definição e aprovação da política de preços da bilheteria, firmado em comum acordo com as associações do Boi Caprichoso e do Boi Garantido. Ao analisar o pedido, a magistrada reconheceu que a decisão judicial precisa atingir todos os envolvidos na relação jurídica para ter validade. Segundo a juíza, não seria possível declarar abusivo o preço dos ingressos apenas em relação à empresa vendedora, sem que a decisão também alcançasse as entidades que participam da definição dos valores e recebem os repasses da bilheteria. A decisão destaca ainda que os bois-bumbás são os detentores dos direitos sobre o espetáculo e os únicos capazes de apresentar justificativas técnicas sobre os custos do festival, como investimentos em alegorias, contratação de artistas e manutenção dos currais, pontos considerados essenciais para avaliar se há “justa causa” para o reajuste dos preços. Com isso, a Justiça determinou a citação das associações do Boi Caprichoso e do Boi Garantido para que apresentem defesa no prazo de 15 dias úteis, a contar de 27 de janeiro. As entidades também deverão apresentar planilhas detalhadas de custos, assim como já havia sido exigido da Amazon Best, em respeito ao dever de transparência. A juíza também ordenou o envio de ofício à Vara do Trabalho de Parintins para obter informações atualizadas sobre valores da bilheteria eventualmente retidos para pagamento de dívidas trabalhistas, que poderão subsidiar uma futura perícia técnica no processo. Venda de ingressos de Parintins 2026: suspensão aponta reajustes abusivos

FONTE: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/01/28/justica-inclui-bois-caprichoso-e-garantido-em-acao-sobre-precos-de-ingressos-do-festival-de-parintins-2026.ghtml


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