Justiça determina prisão preventiva de grávida suspeita de envolvimento na morte de policial em Manaus
27/07/2026
(Foto: Reprodução) Justiça determina prisão preventiva de grávida suspeita de envolvimento na morte de policial em Manaus
Reprodução/Redes Sociais
A Justiça do Amazonas determinou a prisão preventiva de Meirilany Silva da Silva, que havia sido presa em flagrante por suspeita de tráfico de drogas durante a investigação que terminou com a morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena, em Manaus. A decisão suspende a prisão domiciliar concedida anteriormente à suspeita, que está grávida.
A medida foi determinada em caráter liminar pelo desembargador plantonista Flávio Humberto Pascarelli Lopes, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), neste domingo (26).
Luciano Carvalho de Sena morreu na sexta-feira (24), durante uma operação contra o tráfico de drogas no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus. De acordo com a Polícia Civil, o investigador foi atingido por tiros no pescoço e no braço durante um confronto entre policiais civis e ocupantes de veículos abordados na ocorrência.
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Meirilany foi presa em flagrante durante a ocorrência. Na audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva, mas a Justiça concedeu prisão domiciliar devido à gravidez.
Investigador da Polícia Civil morre baleado em Manaus
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) recorreu da decisão e pediu a volta da prisão preventiva. O órgão argumentou que, apesar de a legislação permitir a substituição da prisão por domiciliar para gestantes, há exceções em casos considerados de maior gravidade, como envolvimento com organizações criminosas.
Segundo as investigações, Meirilany seria responsável pela guarda e logística de quase uma tonelada de maconha e mais de 10 quilos de cocaína, além de atuar em uma estrutura ligada a uma facção criminosa.
Na decisão, o desembargador afirmou que os crimes atribuídos à suspeita ocorreram no contexto de uma ação que terminou com a morte de um agente de segurança pública durante uma investigação.
"A ação delituosa praticada pela recorrida analisada em conjunto com a conduta dos demais integrantes da associação criminosa, além de desprezo pela autoridade estatal, reveste-se de violência e gravidade concreta de modo a obstar a aplicação do benefício legal em destaque", pontuou o magistrado.
O desembargador também destacou que não foram apresentados documentos técnicos que comprovassem uma gestação de risco.
Com a decisão, os efeitos da prisão domiciliar foram suspensos e a Justiça determinou a expedição do mandado de prisão preventiva. O recurso ainda será analisado definitivamente pelo Tribunal de Justiça do Amazonas.
O caso
A troca de tiros que resultou na morte do policial ocorreu por volta das 10h desta sexta-feira e foi registrada por uma câmera de segurança.
As imagens mostram uma picape de cor preta estacionada ao lado de um carro de cor cinza, próximo a uma quadra de futebol, quando um segundo carro, de cor preta, se aproxima. Uma pessoa parece retirar um objeto da picape e colocá-lo no carro cinza.
Um outro carro, de cor branca, chega ao local. Segundo a polícia, trata-se de uma viatura descaracterizada onde estava Luciano. Em seguida, a troca de tiros começa. Luciano chegou a ser encaminhado ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Alvorada com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.
Mayara foi presa no início da noite desta sexta-feira (24) em um condomínio no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus.
Rafael passou a ser procurado pela polícia. Na madrugada de sábado (25), equipes do Denarc e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) localizaram Rafael em uma comunidade de Itacoatiara, na Região Metropolitana de Manaus.
Segundo a Polícia Civil, durante a abordagem, ele reagiu atirando contra os policiais e foi baleado após o confronto. Rafael não resistiu aos ferimentos e morreu.
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