Justiça converte prisão de sargento da PM suspeito de matar capitã em preventiva
22/07/2026
(Foto: Reprodução) Capitã da PM morta em BH: o que a investigação descobriu até agora
A Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante do sargento da Polícia Militar Eduardo Abner Pereira de Oliveira, investigado pela morte da esposa, a capitã Michele Leão Azevedo, nesta quarta-feira (22).
Por volta de 8h da manhã, viaturas da Polícia Militar chegaram ao Fórum em Belo Horizonte, com o sargento.
A decisão foi tomada nesta quarta-feira (22), durante audiência de custódia, pelo juiz Antônio Francisco Gonçalves, da Central de Audiência de Custódia de Belo Horizonte. Na decisão, o magistrado afirmou que "a segregação cautelar era necessária para a garantia da ordem pública".
Na terça-feira (21), a Justiça já havia determinado que o Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD) tramitasse sob segredo de Justiça. A medida restringe o acesso público às informações do processo com o objetivo de resguardar direitos fundamentais, como a intimidade e a vida privada dos envolvidos.
Sargento da PM Eduardo Abner Pereira de Oliveira chega ao Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, para audiência de custódia nesta quarta-feira (22).
Jussara Ramos - TV Globo
Relembre o caso
Michele Leão Azevedo foi levada pelo marido ao Hospital Odilon Behrens, na noite de segunda-feira (20), mas já chegou morta à unidade. Segundo o boletim de ocorrência, ela apresentava múltiplas lesões pelo corpo, e a morte havia ocorrido entre quatro e seis horas antes da entrada no hospital. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.
Imagens do circuito interno do prédio onde o casal morava mostram o sargento carregando Michele nos ombros até a garagem e, em seguida, colocando a esposa no carro antes de seguir para o hospital. As gravações fazem parte da investigação.
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Em depoimento, Eduardo afirmou que ele e a esposa participaram de uma confraternização em casa, consumiram bebidas alcoólicas e comprimidos de ecstasy e, depois, mantiveram relações sexuais consensuais com práticas de dominação e agressões físicas.
Segundo ele, Michele caiu da escada da residência, recusou atendimento médico e, horas depois, foi encontrada sem sinais vitais. A versão é investigada pela Polícia Civil.
Durante a perícia, policiais apreenderam um cabo de madeira quebrado encontrado no lixo do prédio, roupas de cama lavadas que estavam na máquina de lavar e comprimidos semelhantes a ecstasy descartados pelo sargento no hospital. O material será submetido à análise pericial.
Além das circunstâncias da morte da capitã, a Polícia Civil também apura o histórico do sargento. O g1 teve acesso a dois boletins de ocorrência registrados por uma ex-companheira dele, em 2016, nos quais ela relatou agressões físicas, ameaças e o descumprimento de uma medida protetiva.
O militar também já foi preso por embriaguez ao volante, em 2023, e recebeu sanções disciplinares ao longo da carreira.
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