Justiça condena dupla de fugitivos de Mossoró e mais quatro homens que deram apoio à fuga
05/08/2026
(Foto: Reprodução) Dupla fugiu da Penitenciária Federal de Mossoró em 2024
Divulgação/PF
A Justiça Federal do Rio Grande do Norte condenou seis pessoas na ação penal que apurou o apoio prestado aos dois detentos que fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró, em fevereiro de 2024, e foram recapturados 50 dias depois no estado do Pará.
Na sentença, a juíza federal Madja Moura, da 8ª Vara Federal em Mossoró, condenou os dois fugitivos, Deibson Cabral e Rogério da Silva Mendonça, além de quatro homens apontados como responsáveis por oferecer apoio logístico, transporte e ocultação da dupla durante a fuga.
Também foram condenados Eliezer Bruno Pacheco dos Santos, Ítalo Santos Sena, Juarez Pereira Feitoza e Jeferson Magno Favacho, presos no Pará durante a operação que resultou na captura dos foragidos.
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Deibson Cabral foi condenado a cinco anos de reclusão. Rogério da Silva Mendonça recebeu pena de sete anos e seis meses. Ambos seguem presos na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná.
Na decisão, a juíza destacou que o processo analisou exclusivamente os fatos relacionados ao apoio prestado aos fugitivos no Pará, onde eles permaneceram escondidos antes da prisão.
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Segundo Madja Moura, a ação não julga a organização da fuga nem eventual atuação de facção criminosa no planejamento do escape ou nos dias seguintes à saída da penitenciária.
"Não cabe a este Juízo, neste feito específico, atestar a existência ou a inexistência da atuação de uma organização criminosa no planejamento e execução da fuga originária da Penitenciária Federal de Mossoró, tampouco nos dias imediatamente subsequentes. Tais fatos complexos são objeto de investigações e ações penais próprias e autônomas", escreveu a magistrada.
Dupla responde a mais de 80 processos
Rogério da Silva Mendonça, de 35 anos, e Deibson Cabral Nascimento, 33 anos, também conhecido como "Tatu" ou "Deisinho" têm mais de 80 processos judiciais no Tribunal de Justiça do Acre - estado de onde saíram transferidos para o Rio Grande do Norte.
Rogério da Silva Mendonça responde a mais de 50 processos, entre os quais constam os crimes de homicídio e roubo. Ele é condenado a 74 anos de prisão, somadas as penas.
Já Deibson Cabral Nascimento tem o nome ligado a mais de 30 processos e responde por crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e roubo. Ele tem 81 anos de prisão em condenações.
Os outros condenados
Italo Santos Sena
Italo Santos Sena
Polícia Rodoviária Federal
Italo Santos Sena tem 26 anos. Ele nasceu no dia 13 de setembro de 1996. Segundo informações cedidas pela PRF, Italo morava na rua Rio Trombetas, no Paar, conjunto de Ananindeua, cidade da Região Metropolitana de Belém (RMB).
Juarez Pereira Feitosa
Juarez Pereira Feitosa.
Polícia Rodoviária Federal
Juarez Pereira Feitosa tem 39 anos. Ele nasceu no dia cinco de julho de 1984. Segundo informações cedidas pela PRF, Juarez era morador da rua Rio Tocantins, bairro Santos Dumont, localizado em Redenção, cidade do sul do Pará.
Jefferson Augusto Magno Favacho
Jefferson Augusto Magno Favacho.
Infoseg/Senasp
Jefferson Augusto Magno Favacho tem 23 anos. Ele nasceu no dia sete de julho de 2000. Segundo informações cedidas pela PRF, Jefferson morava na passagem Bom Jesus, no bairro Coqueiro, também em Ananindeua, assim como Italo.
Eliezer Bruno Pacheco dos Santos
Eliezer Bruno Pacheco dos Santos tem 42 anos e é paraense, segundo a Polícia Federal, que não deu detalhes sobre sua cidade de origem e se eles possuem antecedentes criminais. As autoridades não divulgaram imagem dele.
Relembre o caso
A fuga aconteceu em 14 de fevereiro de 2024 e foi a primeira registrada desde a criação do Sistema Penitenciário Federal.
Após escaparem da Penitenciária Federal de Mossoró, Deibson Cabral e Rogério da Silva Mendonça permaneceram foragidos por 50 dias. A captura ocorreu em 4 de abril de 2024, em Marabá (PA), a cerca de 1.600 quilômetros de Mossoró.
Na operação, a Polícia Federal prendeu quatro homens suspeitos de integrar a rede de apoio aos fugitivos. As investigações apontaram que eles deram suporte à dupla, fornecendo transporte, esconderijo e auxílio logístico durante a fuga.
Com o grupo, as forças de segurança apreenderam um fuzil, carregadores, dinheiro em espécie, celulares e outros materiais.
No dia seguinte à recaptura, a Justiça Federal do Pará converteu a prisão em flagrante dos quatro suspeitos em prisão preventiva e determinou que o processo fosse posteriormente remetido à Justiça Federal do Rio Grande do Norte, onde a ação penal foi julgada.
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