Júri popular de PMs acusados de matar adolescente de 13 anos na Cidade de Deus começa nesta terça
27/01/2026
(Foto: Reprodução) Thiago Menezes Flausino
Reprodução
Dois policiais militares irão à júri popular, na tarde desta terça-feira (27), pela morte do estudante Thiago Menezes Flausino, em 2023. O adolescente de 13 anos foi assassinado a tiros durante uma operação na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio.
A família diz que não havia confronto no local e que Thiago foi executado por um policial quando já estava caído no chão.
Os policiais militares do Batalhão de Choque Diego Pereira Leal e Aslan Wagner Ribeiro de Faria são acusados de homicídio e fraude processual após admitirem os disparos que mataram o jovem.
Segundo a investigação, eles manipularam a cena do crime e plantaram uma arma para sustentar a versão de confronto.
A mãe de Thiago, Priscila Menezes, disse que espera uma resposta da Justiça.
"É o mínimo, porque nada que eu faça nada vai trazer meu filho de volta. É uma coisa que não pode mais acontecer nas comunidades, matar os jovens e incriminar, e depois a família ter que investigar pra provar que seu filho era inocente.”
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Disparos da polícia
Segundo uma testemunha que estava com Thiago, os dois estavam circulando na comunidade na motocicleta do pai de Thiago quando, em certo ponto, acabaram perdendo o equilíbrio e caíram.
O rapaz contou que, enquanto tentavam reerguer a motocicleta, foram surpreendidos com a aproximação de um carro descaracterizado, de onde os ocupantes saíram já efetuando disparos contra eles.
O jovem contou ainda que conseguiu fugir ao embarcar na garupa de um mototaxista e seguir em direção a sua casa, enquanto Thiago permaneceu caído.
O sobrevivente disse ainda que viu apenas o ocupante do banco do carona sair do carro, o qual teria disparado contra ele. No entanto, ele não conseguiu reconhecer o rosto de nenhum dos acusados.
Durante a investigação, ficou comprovado que Thiago levou três tiros, um na parte traseira da perna, um nas costas e outro que perfurou as duas canelas do jovem. Ainda de acordo com a apuração, nem Thiago e nem o condutor da moto tinham ficha criminal ou envolvimento com o tráfico.