Júri condena quatro integrantes de facção que mataram policial militar a 111 anos de prisão em MT
29/01/2026
(Foto: Reprodução) Djalma Aparecido da Silva foi morto a tiros quando fazia caminhada
Reprodução
Quatro integrantes de facção criminosa foram condenados pelo Tribunal do Júri da Comarca de Pedra Preta, a 242 km de Cuiabá, nesta terça-feira (27) pelo assassinato do policial militar Djalma Aparecido da Silva. O crime ocorreu em janeiro de 2024, e as penas somam 111 anos e 3 meses de prisão.
A acusação foi conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso, representado pela promotora de Justiça Nathália Moreno Pereira e pelo promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso, do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri.
Todos os réus foram condenados a cumprir pena em regime inicial fechado:
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Paulo Ricardo da Silva Ferreira recebeu 33 anos, 7 meses; e 20 dias de prisão;
Yan Michael Anchieta da Costa foi condenado a 32 anos, 10 meses e 25 dias;
Luan da Silva Santos a 24 anos, 6 meses e 15 dias;
João Victor Procópio dos Santos a 21 anos.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram que o homicídio foi cometido por motivo torpe, com risco a terceiros, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de fogo de uso restrito. Também foi considerado o fato de o crime ter sido praticado contra um agente de segurança pública em razão da função.
Na mesma decisão, o Júri também reconheceu o crime de organização criminosa armada e aplicou o aumento de pena pelo uso de armas de fogo pela facção à qual os réus pertenciam.
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Entenda o caso
O sargento da PM foi morto a tiros após sair para fazer caminhada no dia 22 de janeiro de 2024, por volta das 17h38. O policial foi surpreendido em frente ao Centro de Eventos Alexandrina, em Pedra Preta, e atingido por vários disparos de arma de fogo de uso restrito, morrendo no local.
O suspeito fugiu do local do crime. De acordo com a polícia, o carro usado no crime foi abandonado e estava em chamas, no Bairro Morumbi, no município.
O militar prestava serviço em Alto Garças e Alto Taquari, mas morava com a família em Pedra Preta. Segundo a Polícia Civil, em junho de 2023, Djalma se envolveu em uma ocorrência que terminou na morte do membro de uma facção criminosa.
Segundo a denúncia do Ministério Público, os condenados monitoravam a rotina do policial militar desde novembro de 2023. O crime teria sido planejado como retaliação pela morte de um integrante da facção, conhecido como “Baby Sauro”, morto em confronto com o próprio policial.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação chegou às identidades dos suspeitos que monitoravam a vítima no município e em Alto Taquari, a 509 km de Cuiabá, onde o policial militar também prestava serviço. A polícia identificou os responsáveis pela execução do crime e apoio operacional.
Um dos alvos da operação, Graciel da Silva Muniz, de 29 anos, morreu após entrar em confronto com as equipes policiais. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito estava armado e reagiu à abordagem policial durante o cumprimento das ordens judiciais, segundo a polícia.
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