Juiz cita 'comportamento agressivo' e risco às investigações ao decretar prisão de policial por morte de passageira em briga de trânsito

  • 09/05/2026
(Foto: Reprodução)
Policial que atirou contra carro de aplicativo é preso Na decisão que decretou a prisão temporária do policial civil Frede Uilson Souza de Jesus, a Justiça do Rio destacou a gravidade da conduta do agente e os riscos que ele poderia representar em liberdade após a morte da designer de sobrancelhas Thamires Rodrigues de Souza Peixoto, de 28 anos. Segundo o juiz da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça, a prisão do agente é necessária diante do “comportamento agressivo” demonstrado pelo investigado e do fato de ele ter agido por motivo fútil. A jovem foi estava em um carro de aplicativo quando foi baleada durante uma briga de trânsito entre o motorista do veículo e o policial no Pechincha, Zona Sudoeste do Rio. O magistrado ressaltou ainda que, por ser policial civil, Frede Uilson possui treinamento e acesso a armamento do Estado, o que aumenta o risco à ordem pública e afeta a credibilidade das instituições. O policial civil Frede Uilson Souza de Jesus Reprodução/TV Globo Ainda de acordo com ele, o fato da morte de Thamires ter ocorrido às vésperas do Dia das Mães provocou forte comoção pelas circunstâncias do crime. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop. O juiz também destacou a possibilidade de interferência nas investigações, pois como o suspeito é policial e tem acesso a redes de informação privilegiadas, isso poderia comprometer a coleta de provas, além da possibilidade de intimidar testemunhas e familiares da vítima. O juiz também levou em conta o fato de o agente ter se apresentado à polícia apenas depois de ser identificado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Para a Justiça, a liberdade do investigado poderia prejudicar o andamento das investigações e a aplicação da lei penal. Corpo de jovem é velado O corpo de Thamires era velado na manhã deste sábado (9) no Cemitério de Irajá, na Zona Norte, e o enterro estava previsto para as 14h30 no mesmo local. Na tarde de quinta-feira (7), a jovem estava no banco de trás de um carro de aplicativo quando o motorista começou a discutir com o condutor de outro automóvel por causa de uma manobra na Rua Professor Henrique Costa, no Pechincha. Após o bate-boca, o homem atirou contra o veículo onde Thamires estava. Ela foi atingida nas costas e chegou a ser levada pelo próprio motorista para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade de Deus, mas não resistiu. Thamires deixa o marido e duas filhas. Ela participaria de uma comemoração de Dia das Mães na escola das crianças na sexta-feira (8), mas o evento foi cancelado em respeito à vítima. Neste sábado, a caçula de Thamires completa 4 anos. Parentes se despedem de Thamires Rodrigues, morta em briga de trânsito Reprodução/TV Globo Mãe de Thamires no velório da filha Reprodução/TV Globo Thamires foi morta com um tiro nas costas Reprodução/TV Globo

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/09/juiz-prisao-policial-por-morte-de-mulher-zona-sudoeste-do-rio.ghtml


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