Jovem com nome quase igual ao de suspeito de estupro coletivo em Copacabana diz estar sendo confundido e relata ameaças

  • 01/03/2026
(Foto: Reprodução)
Jovem com nome parecido com de suspeito de estupro sofre ameaças  Um nome quase igual ao de um acusado por um crime hediondo levou um ex-atleta de remo a receber ameaças nas redes sociais. João Gabriel Bertho, de 21 anos, tem sido confundido com outro jovem, João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, denunciado e procurado por um estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos. Além de só um sobrenome diferente, o crime foi em Copacabana, onde vivem os dois jovens. Em conversa com o g1, a mãe do ex-atleta, Melissa Salgado, contou que a família teve que se esconder, e que grupos na internet estão divulgando fotos do jovem incitando violência contra ele. "Estamos vivendo momentos de terror e ameaças até agora. Tivemos que colocar fotos grandes do meu filho para que as pessoas pudessem ver que é diferente do outro menino. São idades diferentes também", comentou Melissa. Ela diz que a família teve sorte por ser conhecida no bairro, mas que mesmo assim estão tendo que mudar a rotina por medo de retaliações. "Meu filho saiu da Copacabana, eu também saí do bairro. Agora, estamos nessa campanha pela internet para que parem de compartilhar e limpar essa bagunça. Meu filho está com medo pela vida dele e pela minha também. Queremos que meu filho não seja vítima e que culpados sejam presos", acrescentou. A família esteve na 12ª DP (Copacabana) para comunicar sobre a coincidência dos nomes. O estupro coletivo Polícia procura suspeitos de estupro coletivo em Copacabana O caso ocorreu na noite de 31 de janeiro, em um imóvel na Rua Ministro Viveiros de Castro. Quatro jovens adultos foram denunciados pelo crime de estupro com concurso de pessoas: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho. Os quatro têm mandados de prisão, mas não foram encontrados e já são considerados foragidos. Portal dos Procurados divulgou cartaz dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo Divulgação/Disque Denúncia Um menor também suspeito de participar do estupro coletivo teria perguntado à vítima se a mãe a vê sem roupa. O motivo, segundo a polícia, seria a preocupação com as marcas que as agressões deixaram na vítima, que também ficou sangrando após o crime. A conduta do adolescente foi desmembrada para a Vara da Infância e Juventude. Ele não terá a identidade revelada. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O que disse a vítima Em depoimento prestado na delegacia, na presença da avó, a adolescente relatou que foi convidada pelo adolescente, que era um colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele. Ele teria pedido que ela levasse uma amiga, mas, como não conseguiu, foi sozinha. Segundo a jovem, ela já havia tido um relacionamento com o rapaz entre 2023 e 2024, mas não se encontravam desde então. Ao chegar ao prédio, ela encontrou com o jovem na portaria e subiu ao apartamento. No elevador, o rapaz teria avisado que dois amigos estariam no local e insinuado que fariam “algo diferente”, o que ela diz ter recusado. No apartamento, ela afirmou ter sido levada para um quarto. Enquanto mantinha relação sexual com o jovem, outros três rapazes teriam entrado no cômodo, feito comentários e, segundo o relato, um deles passou a tocá-la sem consentimento. Violência contra mulher: como pedir ajuda A jovem contou que, após insistência do adolescente, concordou apenas que os amigos permanecessem no quarto, com a condição de que não a tocassem. No entanto, segundo ela, os jovens teriam tirado a roupa, passado a beijá-la e apalpá-la. A vítima afirmou que foi forçada a praticar sexo oral e que sofreu penetração por parte dos quatro jovens. Disse ainda que levou tapas, socos e um chute na região abdominal. Em determinado momento, ela disse ter tentado sair do quarto, mas, segundo o depoimento, foi impedida. Ela relatou ainda que, ao deixar o apartamento, enviou um áudio ao irmão dizendo que acreditava ter sido estuprada. Depois, contou o que havia ocorrido à avó e procurou a delegacia para registrar o caso. O que dizem os citados A defesa de João Gabriel Xavier se pronunciou com a seguinte nota: "A defesa de João Gabriel Bertho nega com veemência a ocorrência de estupro. Duas decisões judiciais já haviam negado o pedido de prisão preventiva feitos anteriormente. Há nos autos do processo, mensagens de texto, trocadas entre a jovem e seu amigo, ambos com 17 anos, sobre a presença prévia de outros rapazes na casa em que eles se encontrariam, como de fato ocorreu. A jovem afirma, em seu depoimento à polícia, ter permitido a presença dos rapazes no quarto enquanto ela e o amigo estavam tendo um encontro íntimo. No mesmo depoimento, ela relata ter tido outros pedidos atendidos. A defesa contesta o fato de João Gabriel, estudante e atleta profissional, sem nenhum histórico de violência, não ter tido oportunidade sequer de ser ouvido pela polícia para se defender. Contesta ainda que a imagem da jovem ao fim do encontro, se despedindo do amigo com um sorriso e um abraço, não tenha sido objeto da investigação". O g1 tenta contato com os outros citados.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/03/01/jovem-com-nome-quase-igual-ao-de-suspeito-de-estupro-coletivo-em-copacabana-diz-estar-sendo-confundido-e-relata-ameacas.ghtml


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