Investigações ameaçam planos eleitorais de políticos e aceleram conversas por acordão em Brasília
03/02/2026
(Foto: Reprodução) Investigações ameaçam planos eleitorais de políticos e aceleram conversas por 'acordão'
Parlamentares e ministros do STF voltaram ao trabalho nesta segunda-feira (2), e é hora de observar como os grupos políticos vão reagir diante de investigações que estão em curso, como a do Banco Master e casos de desvios de emendas e verbas parlamentares.
A grande preocupação hoje em Brasília é que os desdobramentos desses casos já são esperados e podem atingir políticos em ano de eleição, prejudicando candidaturas.
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O blog apurou que, nos bastidores, está sendo costurado um acordão com setores do Executivo, do Judiciário e do Congresso para tentar acomodar essa crise e evitar danos maiores.
Cada lado dessa costura tem as suas próprias questões. Pressionado, o Congresso manda ao governo o seguinte recado: vocês precisam de nós para aprovar pautas que podem ajudar na eleição.
E ao governo interessa, por exemplo, avançar com propostas como o fim da escala 6x1 e ver aprovada no Senado a indicação de Jorge Messias para o STF.
Por isso, há no Palácio do Planalto quem defenda que as investigações não andem assim tão depressa.
A dificuldade é que você não pode combinar isso com um investigador sério da Polícia Federal que está fazendo seu trabalho de desvendar esquemas de corrupção.
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), chegam a solenidade de início do ano legislativo.
Geraldo Magela/Agência Senado
Em relação ao Judiciário, o governo está mapeando como deve atuar o TSE sob o comando de Nunes Marques, com André Mendonça de vice (ambos indicados ao STF por Jair Bolsonaro) e Dias Toffoli também na composição do tribunal para a eleição deste ano.
O Planalto teme que a falta de uma base consolidada no Congresso e desgastes na relação com o STF por causa do caso Master, por exemplo, afetem a governabilidade em um momento decisivo.
Esse é o termômetro da política no momento. Resta saber como esses atores da política vão se comportar nessa costura, se vão conseguir tirar a pressão e desacelerar essas investigações de olho nas eleições de 2026.