Inseticidas podem comprometer capacidade de voar de abelhas, aponta pesquisa da UFCG
11/01/2026
(Foto: Reprodução) Ataques de abelhas aumentam mais de 120% em três anos no interior de SP
Pixabay/Reprodução
Uma pesquisa desenvolvida pela cientista Juliana Coutinho, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), revelou que inseticidas podem comprometer a habilidade de voar das abelhas – insetos que são importantes polinizadores na produção de alimentos e contribuem para a biodiversidade e segurança alimentar global.
O estudo, que foi publicado na revista Brazilian Journal of Biology, foi realizado no Laboratório de Entomologia da UFCG, no campus de Pombal, no Sertão paraibano, e avaliou os níveis de toxicidade dos inseticidas na sobrevivência e capacidade de voo da abelha africanizada Apis mellifera.
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Como o estudo foi feito
Abelhas adultas foram expostas aos inseticidas do tipo Clorantraniliprole e Ciantraniliprole de dois modos: por meio da pulverização direta sobre as abelhas e ingestão de dieta contaminada.
A pesquisa apontou que ambos os inseticidas causaram baixa mortalidade, porém a capacidade de voo das abelhas foi afetada pelo modo de exposição por pulverização direta nas maiores doses testadas.
Apesar do pequeno número de mortes, qualquer prejuízo na mobilidade dos insetos pode proporcionar falhas na sua capacidade de polinização e redução drástica na obtenção de alimento.
De acordo com o professor Ewerton Marinho, que orientou o estudo da pesquisa de mestrado de Juliana Coutinho, os resultados do trabalho são importantes para orientar produtores sobre inseticidas mais prejudiciais.
"É preciso avaliar os inseticidas em condições reais de campo, considerando fatores ambientais como temperatura, vento e horário de aplicação", afirmou.
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