Hino Nacional, 'Pelo Telefone', 'Carinhoso', 'Garota de Ipanema' com desenho: conheça partituras raras mantidas em instituições do Rio
27/06/2026
(Foto: Reprodução) Conheça algumas das partituras de música mais raras mantidas no Rio
Quase 220 anos depois da chegada da Família Real portuguesa ao Brasil, fixando o sistema de notação musical europeu por aqui, institutos e museus do Rio seguem mantendo algumas das partituras mais valiosas da história musical do Brasil. As páginas atraem a atenção de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, mas não em quantidade suficiente para analisar todo o material.
Uma parte considerável das partituras está disponível para consulta presencial, mediante agendamento. Outras estão disponíveis em acervos digitalizados (veja no fim da reportagem como pesquisadores podem consultar os documentos, em cada um dos principais acervos).
Os papéis com pautas de cinco linhas salpicadas com símbolos que representam as notas musicais e seus respectivos tempos divididos em compassos ajudam a contar a história não só da arte no Rio, mas do próprio país.
O g1 conversou com responsáveis por acervos de partituras e viu de perto algumas das relíquias que são cautelosamente guardadas - geralmente envoltas em papel alcalino, caixas e, em alguns casos, com sistemas de controle de temperatura e cofres. Entre as preciosidades nos institutos do Rio estão:
🔰 O original manuscrito do Hino Nacional, composto por Francisco Manuel da Silva (ainda sem a letra definitiva de Joaquim Osório Duque Estrada), mantido na Escola de Música da UFRJ.
🥁O original manuscrito de "Pelo Telefone", na Biblioteca Nacional, registrado por Donga, que se convencionou como o primeiro samba registrado e que está na Biblioteca Nacional.
Obras escritas pelo maestro Radamés Gnatalli na Casa do Choro e Museu da Imagem e do Som.
🎷Manuscritos de Pixinguinha, como Carinhoso, e Chiquinha Gonzaga guardados e digitalizados pelo Instituto Moreira Salles.
🎹 Partitura de "Chega de Saudade", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, em uma versão escrita pelo maestro para Jacob do Bandolim, mantida no Museu da Imagem e do Som
🪕Uma partitura escrita em um saco de vômito de avião (não usado, é claro) pelo violonista Canhoto da Paraíba também no Museu da Imagem e do Som.
🏝️ Partitura manuscrita de Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinícius de Moraes) mantida no Instituto Antônio Carlos Jobim com um desenho da personagem da música
Na Biblioteca Nacional, há ainda uma partitura, que foi da Família Real, anterior ao sistema do pentagrama - quando só havia quatro linhas na pauta. Esse tipo de sistema foi usado muito em músicas sacras antes do sistema do pentagrama ser dominante.
Nos acervos de partituras raras do Rio há documentos manuscritos pelos autores ("autografados"), copiados pelos próprio autores ou copistas e impressos em edições com poucos exemplares.
Além das partituras raras e catalogadas, os institutos do Rio guardam várias outras páginas estão sendo contextualizadas por historiadores e musicólogos, revelando novas músicas de artistas consagrados ou até mesmo compositores nunca antes conhecidos, mas que frequentaram ciclos musicais importantes - como alguns nomes achados em partituras estudadas pela Casa do Choro.
Por que o Rio tem tantas partituras raras ?
Salão Leopoldo Miguez, na Escola de Música da UFRJ
João Ricardo Gonçalves/g1
O Rio concentra tantas partituras importantes por uma série de motivos, segundo especialistas, principalmente por dinâmicas que aconteceram após a chegada da Família Real portuguesa em 1808 e movimentos migratórios quando a cidade virou capital e após o fim da escravidão.
Sempre se fez música no Brasil - os povos originários já tocavam instrumentos musicais feitos de matérias-primas como madeira, bambu, ossos, sementes, cabaças e peles. Mas a maioria das músicas eram transmitidas para as outras gerações geralmente de forma oral.
Com a chegada dos portugueses, eles passaram a introduzir aos poucos - principalmente através da Igreja - o sistema musical europeu e o uso de partituras. Esse processo teve um impulso grande quando a Família Real Portuguesa chegou ao país, em 1808. Dom João VI e sua família desembarcaram no Rio e trouxeram ou atraíram músicos europeus especializados em ópera e música sacra que trabalhavam com repertório escrito.
Com a instalação da corte, o Rio passa a ter uma Capela Real, um teatro de ópera (Teatro Real de São João, 1813) e uma rotina de cerimônias e espetáculos. Nesse contexto, aumentam a importação de partituras europeias e a organização de arquivos musicais.
Ao mesmo tempo, o gosto musical de D. João VI e depois de D. Pedro I (que era compositor) e Leopoldina, com salas de música na residência e acervos de partituras importadas, reforçou um mercado e uma cultura de leitura musical entre camadas da elite. Esse ambiente criou oportunidades para copistas, mestres de capela, professores e instrumentistas brasileiros.
Posteriormente, quando os músicos brasileiros começaram a desenvolver ritmos próprios, como o choro, fundindo ritmos europeus com africanos, as partituras seguiram sendo utilizadas.
“Desde o final do século XVIII e especialmente com a chegada da corte portuguesa aqui em 1808, havia uma circulação muito grande de músicos, de compositores de vários estados, inclusive de várias regiões do Brasil e também do exterior. Então, o Rio de Janeiro acabou tendo essa centralidade na criação dos principais gêneros reconhecidos hoje como tipicamente brasileiros, como, por exemplo, o choro, que nasce dessa mistura da música letrada com a música improvisada das ruas”, explica André Cardoso, da Escola de Música da UFRJ.
Cardoso explica que em outros momentos - antes e durante a formação de uma indústria cultural no Brasil - a cidade seguiu atraindo compositores significativos.
“O Padre José Maurício, que era o principal compositor brasileiro da época do Brasil Colônia e Império, nasceu no Rio de Janeiro, assim como Heitor Villa Lobos. Assim como Pixinguinha, assim como Tom Jobim, todos nasceram no Rio de Janeiro. E para cá vieram, por exemplo, Carlos Gomes, veio Francisco Mignone de São Paulo, José Siqueira veio da Paraíba, Cláudio Santoro veio do Amazonas, enfim, o Rio de Janeiro tinha essa centralidade, esse protagonismo na música brasileira e é normal então que essas partituras, tanto autógrafos quanto cópias manuscritas se concentrem aqui nos diferentes arquivos, diferentes acervos das mais diversas instituições".
Tom Retz, coordenador do Centro de Pesquisa Jacob do Bandolim lembra ainda que a cidade atraiu em determinado momento a chegada de músicos escravizados, que tocavam em orquestras de fazendas e que enriqueceram mais o cenário musical do Rio.
“As pessoas vinham em busca também de uma elite burguesa, que consumia esse tipo de arte. Então tem uma migração [de músicos] que sai das Minas, porque durante muito tempo no interior do Brasil, onde tinham as minas e as fazendas, tinham músicos das orquestras das fazendas. O músico escravizado tinha um status diferenciado, porque ele, além de trabalhar, ele proporcionava um entretenimento, então, um barão ia receber uma pessoa importante, ele colocava a orquestra dele para tocar. Só que quando as minas foram entrando em declínio, eles começaram a migrar para cá, para os centros urbanos e o Rio de Janeiro era o grande centro do Império”, lembra.
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Destaques de cada acervo e como pesquisar
Partituras de 'Garota de Ipanema', 'Pelo telefone' e do 'Hino da aclamação a Dom João VI'
Reprodução/IACJ e João Ricardo Gonçalves/g1
Veja, abaixo, alguns dos destaques de alguns dos principais acervos de partituras do Rio e como consultá-los (presencialmente, quando possível, ou on-line):
Biblioteca Nacional
Partitura de canto religioso com pauta de quatro linhas mantida pela Biblioteca Nacional
João Ricardo Gonçalves/g1
O Acervo de Música e Arquivo Sonoro - atualmente localizado na Cidade Nova - reúne mais de 250 mil peças no total, entre partituras, livros, fotografias, programas de concerto, manuscritos, libretos, discos e outros arquivos sonoros. O número faz com que a BN seja frequentemente classificada entre pesquisadores como o maior centro de documentação musical da América Latina.
Segundo a biblioteca, entre os itens há dezenas de milhares de partituras impressas e manuscritas, cobrindo do repertório erudito ao popular. Há itens na coleção a partir do século XVII.
No acervo, há partituras da coleção D. Thereza (Thereza) Christina Maria, que foi a coleção doada por Dom Pedro II para a Biblioteca em 1891. Pelo menos uma das partituras sacras do acervo pode ser anterior ao século XVII, quando as pautas das notações musicais ainda não tinham cinco linhas.
Capa da partitura de Pelo Telefone, na Biblioteca Nacional
João Ricardo Gonçalves/g1
Também há partituras manuscritas históricas de choro, como obras de Joaquim Callado (o flautista considerado o “pai” do gênero), incluindo sua música mais conhecida “Flor Amorosa” e obras de Ernesto Nazareth, pianista fundamental do gênero.
Outro destaque é a partitura da música que se convencionou como o primeiro samba, “Pelo Telefone”, registrada por Ernesto Joaquim Maria dos Santos, Donga, apesar de historiadores apontarem que ela foi fruto de uma criação coletiva na casa de Tia Ciata. A partitura original registrada na Biblioteca Nacional foi colocada no papel por Pixinguinha, que era amigo de Donga, mas não assina a composição da música. A autoria, aliás, é debatida até hoje - o consensoentre historiadores é que "Pelo Telefone" foi feita em uma sessão coletiva de batucada na casa de Tia Ciata.
Como consultar: há duas maneiras de ver partituras do acervo da BN. Em primeiro lugar, há muitas delas - principalmente as já catalogadas como mais raras e que precisam de maior conservação - que estão digitalizadas e disponibilizadas no endereço. Lá é possível filtrar a busca por tipo de arquivo, coleção, entre outras formas.
Para consultar o acervo especial não digitalizado é preciso agendar por um serviço específico dentro do portal gov.br (“Agendar consulta nos acervos especiais da Biblioteca Nacional”), acessado com login gov.br e preenchimento de um formulário de solicitação de consulta presencial.
A chefe da Divisão de Música e Arquivo Sonoro da BN, Joelma de Freitas Almeida, explica que a partir da solicitação o pedido é analisado e o material, se disponível, é separado.
A confirmação depende de vaga na sala de consulta, do estado físico das obras e de o item não estar disponível na BNDigital ou na Hemeroteca Digital.
Existe a possibilidade da cobrança de taxas caso seja preciso fazer cópias ( reprodução feito pelos laboratórios da FBN - digitalização, microfilmagem, cópia eletrostática, fotografia/filmagem profissional) ou outros serviços documentais - o que também é analisado caso a caso.
Escola de Música da UFRJ
A partitura original do Hino Nacional, mantida na Biblioteca da Escola de Música da UFRJ
João Ricardo Gonçalves/g1
A escola foi criada como conservatório de música em 1848, época em que começou a ser formado seu acervo com 170 mil obras, entre partituras manuscritas, impressas, documentação histórica, instrumentos musicais, livros raros, obras raras a partir do século XVI. Também é considerado um dos mais importantes acervos musicais da América Latina. Elas ficam guardadas na Biblioteca Alberto Nepomuceno.
A biblioteca da Escola de Música da UFRJ guarda os originais dos quatro principais hinos brasileiros: o Hino Nacional Brasileiro, o Hino da Independência, o Hino da Bandeira e o Hino da Proclamação da República.
O Hino Nacional tem ainda uma belíssima caixa de madeira, além de ser mantido com precauções como envelopes de papel alcalino e um cofre. A versão da UFRJ é a original com autógrafo de Francisco Manuel da Silva - na época em que a melodia foi composta, ainda tinha outra letra.
A escola também tem uma partitura manuscrita de Joaquim Callado - que aliás deu aulas na instituição - além de partituras de óperas executadas em teatros da época do império - o que atrai pesquisadores estrangeiros interessados em ver as diferenças para as versões executadas na Europa.
Outro destaque é a partitura manuscrita da Missa de Requiem, de 1816, escrita a pedido de Dom João VI para as exéquias da rainha Dona Maria I por José Maurício Nunes Garcia.
Além das partituras, a Escola de Música da UFRJ tem uma cópia da primeira edição do século XVIII do Traité d'harmonie (Tratado de Harmonia), obra fundamental de teoria musical ocidental, escrita originalmente em francês por Jean-Philippe Rameau .
Como consultar: Na Biblioteca Alberto Nepomuceno (BAN), da Escola de Música da UFRJ, o acervo histórico/raro (manuscritos, documentos especiais) exige agendamento prévio através do e-mail biblioteca@musica.ufrj.br. A biblioteca é chefiada por Dolores Brandão e fica na Lapa. O acervo também tem documentos e instrumentos musicais raros desde a época do império.
Instituto Antônio Carlos Jobim
Partitura de 'O que é que a baiana tem", de Dorival Caymmi
Reprodução/IACJ
O instituto no Jardim Botânico guarda, só do gênio da música que lhe dá um nome, um acervo de 1,2 mil de partituras manuscritas e editadas. Também tem partituras e letras manuscritas de outros artistas como Chico Buarque, Milton Nascimento, Paulo Moura e Dorival Caymmi. De Tom, há partituras históricas como a de Garota de Ipanema, acompanhada de um desenho da moça caminhando em doce balanço a caminho do mar.
Entre os manuscritos e rascunhos de letras raros estão as originais de “A banda” e “Quem te viu, quem te vê”, de Chico Buarque.
Como consultar - On-line, através do site, clicando nos acervos de cada artista.
Partitura de 'Garota de Ipanema' com um desenho
Reprodução/Instituto Antônio Carlos Jobim
Casa do Choro
Partitura do acervo da Casa do Choro - uma antiga cópia manuscrita de uma partitura de Pixinguinha
João Ricardo Gonçalves/g1
A Casa do Choro, no Centro, tem um acervo de mais de 20 mil partituras catalogadas. Além de guardar manuscritos e obras editadas de gênios como Radamés Gnatalli e Altamiro Carrilho, a Casa do Choro tem milhares de partituras de muitos músicos do primeiro gênero urbano brasileiro.
O instituto também se caracteriza pela pesquisa constante de partituras e descobertas de choros nunca antes gravados, algumas delas que chegam ao instituto por parentes de músicos que ficaram com cadernos em casa depois que eles morreram. Entre as raridades recebidas e estudadas nos últimos estão caderno de um “chorão” português do século XIX que mencionam músicos e composições brasileiros pouco ou jamais conhecidos, cadernos do compositor Déo Rian também com obras que não foram gravadas, um caderno manuscrito com obras do cavaquinista Mário Álvares, entre outros.
Como consultar: o site da Casa do Choro tem um acervo grande e organizado de partituras digitalizadas, mas existe a possibilidade do agendamento presencial para pesquisadores através do email acervo@casadochoro.com.br.
Museu da Imagem e do Som
Outro centro de documentação importantíssimo da música brasileira, possui um acervo de 84.997 partituras catalogadas, fora material ainda a ser estudado. Entre as coleções mais importantes estão as que foram do radialista Almirante e a Coleção Rádio Nacional. Entre as chegadas mais recentes do acervo há partituras de Ivan Lins e de Marlene - as da cantora ainda não foram catalogadas.
Partitura do violonista Garoto escrita em saco de vômito
Acervo/Museu da Imagem e do Som
Entre os achados mais curiosos dos pesquisadores encontrados recentemente está uma partitura, sem título, escrita pelo violonista Canhoto da Paraíba em um saco de vômito de avião (veja acima). Outra partitura rara guardada no acervo é a de “Chega de Saudade”, de Tom Jobim, colocada no papel depois que Jacob do Bandolim encontrou o maestro no bar Zepelin em 1959 e disse que achava algo de estranho nas versões da música que foram gravadas e que ele tinha ouvido no rádio. Na partitura que Jobim escreveu para Jacob, está escrito: “Ao Jacob, o Chega de Saudade como foi feito”. Depois do presente, Jacob gravou uma versão da música, que classificava como samba.
Como consultar: pesquisadores devem enviar um e-mail para saladepesquisa@mis.rj.gov.br e seguir as orientações sobre taxas, prazos e a documentação necessária que deve ser enviada.
Partitura de "Checa de Saudade" copiada por Tom Jobim para Jacob do Bandolim
Acervo/Museu da Imagem e do Som
Instituto Moreira Salles
Capa de partitura de Carinhoso, de Pixinguinha, manuscrita
Reprodução/Instituto Moreira Salles
A Reserva Técnica Musical do instituto reúne cerca de 20 acervos de compositores, instrumentistas, pesquisadores e colecionadores, com grande quantidade de partituras manuscritas e impressas, além de gravações, fotos e documentos.
Entre os acervos estão os de Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Baden Powell, Elizeth Cardoso, Edinha Diniz, José Ramos Tinhorão, João Máximo, entre outros.
O acervo de Pixinguinha - o multi-instrumentista, compositor e maestro que formatou o choro, entre outras façanhas - inclui aproximadamente mil conjuntos de partituras com arranjos feitos pelo próprio Pixinguinha, já digitalizados e catalogados. Entre elas está uma partitura manuscrita para orquestra de “Carinhoso”, o maior sucesso de Pixinguinha.
O principal ponto de partida para pesquisadores é ver o material digitalizado no site de música do Instituto, mas portais específicos para os artistas, como o de Pixinguinha, facilitam o caminho para o material da instituição.
Museu Histórico Nacional
O Museu Histórico Nacional, no Centro do Rio, também tem um acervo de partituras, com destaque para volumes de óperas de Carlos Gomes. Em seu site, o museu informa que as consultas ao acervo (incluindo o Arquivo Histórico) podem ser feitas mediante agendamento, com contato específico para o núcleo de acervo arquivístico: mhn.arquivo.historico@museus.gov.br.
CCBB
A Biblioteca do CCBB RJ, no 5º andar da Rua Primeiro de Março, 66, abriga salas especiais; entre elas, a Sala Mozart de Araújo, com acervo de livros, periódicos, folhetos e partituras de música e folclore brasileiro. O próprio CCBB apresenta em peças de divulgação que o acervo da biblioteca inclui partituras avulsas (originais e cópias), livros, discos, periódicos, fotos e outros materiais de música e cultura. O agendamento para pesquisadores é feito pelo e-mail ccbbrio@bb.com.br.
Musica Brasilis
Sediado no Rio, o Musica Brasilis é um portal e instituto sem fins lucrativos dedicado ao resgate e à difusão de repertórios de compositores brasileiros de todos os períodos e gêneros, com foco em obras historicamente pouco acessíveis por falta de edição. O acervo digital reúne atualmente milhares de partituras em PDF – o próprio portal fala em mais de 6.919 partituras disponíveis para download, enquanto descrições institucionais citam cerca de 1.540 obras já editadas e projetos em curso para ampliar esse número, o que faz do site uma das principais referências mundiais em acesso digital a partituras brasileiras.
O acesso é feito diretamente pelo site em regime de acesso aberto: quando as obras estão em domínio público, as partituras podem ser baixadas gratuitamente; em casos com direitos reservados, o portal remete ao detentor dos direitos.