Greve de técnico-administrativos em educação atinge ao menos 44 universidades federais desde fevereiro

  • 23/04/2026
(Foto: Reprodução)
Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em São Luís Divulgação/Eline Luz/ImprensaANDES-SN Servidores técnico-administrativos estão em greve em pelo menos 44 universidades federais, de acordo com levantamento realizado pelo g1 nesta quinta-feira (23). A paralisação foi anunciada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) em fevereiro. Profissionais de algumas instituições entraram em greve imediatamente, enquanto outros aderiram à paralisação ao longo de março e abril. A principal reivindicação dos profissionais é o cumprimento integral do Termo de Acordo da Greve, assinado em 2024 após meses de paralisação da categoria e de negociação com o governo. Além disso, os servidores pedem: defesa da jornada de 30 horas e da flexibilização para ampliar o atendimento à população; implementação do RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências) para toda a categoria, incluindo aposentados e pensionistas; e posicionamento contrário à Reforma Administrativa e ao PL 6170/2025. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A paralisação não interrompeu as aulas, mas afeta muitos serviços de apoio, como suporte administrativo, emissão de documentos, funcionamento das bibliotecas e setores de matrículas, entre outros. Entre as instituições afetadas pela greve, estão: Universidade Federal da Bahia (Ufba) Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) (Cuiabá, Barra do Garças, Sinop e Rondonópolis) Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) Universidade Federal de Rio Grande (FURG) Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Universidade Federal do Piauí (UFPI) Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE) Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Universidade Federal de Viçosa (UFV) Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Universidade Federal do ABC (UFABC) Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) Universidade Federal do Paraná (UFPR) Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) Universidade Federal de Sergipe (UFS) Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) Universidade Federal do Tocantins (UFT) Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Universidade Federald do Acre (Ufac) Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Universidade Federal do Pará (UFPA) Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Universidade Federal dos Vales Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) Em nota, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) afirmou que o governo atendeu boa parte dessas demandas dos técnico-administrativos na Lei 15.367/2026, sancionada em março deste ano. A lei ainda será incorporada ao plano de carreira da categoria. Além disso, a pasta diz que o governo "manteve e mantém diálogo permanente com representantes das categorias". (Veja a nota completa mais abaixo.) O Ministério da Educação (MEC) também foi procurado por e-mail, mas não retornou até a última atualização da reportagem. Íntegra da nota do MGI As negociações com as entidades representativas dos Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs) das instituições federais de ensino superior públicas duraram vários meses e resultaram na assinatura do Termo de Acordo (TA) n° 11/2024, em 27 de junho de 2024. O termo foi assinado pelo governo, Fasubra e Sinasefe e previu a reestruturação de carreira e reajuste salarial para 2025 e 2026. O termo de acordo também previu a criação de um Grupo de Trabalho (GT), para estudar a viabilidade técnica e jurídica de demandas apresentadas pelas entidades. Esse GT fez mais de sete reuniões entre 2024 e 2025. O governo atendeu boa parte dessas demandas dos TAES na Lei 15.367/2026, sancionada em março deste ano, entre elas: o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), que agora está em fase de regulamentação para ser implementado; a jornada de 30 horas semanais (6 horas ininterruptas) para atividades de atendimento ao público externo, que inclui alunos e população em geral; e o plantão de 12 horas por 60 horas para servidores dos hospitais universitários e vigilantes. Ao longo de todo esse processo o governo manteve e mantém diálogo permanente com representantes das categorias, a exemplo de reunião realizada em 15 de abril, em Brasília. Em atualização.

FONTE: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/04/23/greve-servidores-universidades-federais.ghtml


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