Gilmar Mendes leva para sessão presencial decisão sobre quebra de sigilo de ‘Lulinha’
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (13) para manter a decisão que anulou quebras de sigilo aprovadas em bloco pela CPMI do INSS, entre elas o acesso aos dados de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
No entanto, o ministro Gilmar Mendes pediu destaque, o que leva o julgamento, agora, sessão presencial.
O caso está em análise pela Primeira Turma do Supremo, no plenário virtual. Os votos podem ser inseridos no sistema eletrônico até a próxima sexta-feira (20). Além de Dino, votam os ministros Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.
O Supremo foi acionado pela defesa da empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Inicialmente, Dino suspendeu as quebras de sigilo referentes à empresária. Depois, o ministro invalidou a votação dos 87 requerimentos de forma conjunta e sem a devida individualização, o que beneficiou o filho do ex-presidente.
Dino suspende quebra de sigilo de Lulinha e outros alvos da CPI do INSS
Os dados de Fábio Luís, no entanto, já tinham sido entregues à CPI que investiga fraudes nos descontos de aposentados e pensionistas. Com a decisão do ministro, porém, não podem ser utilizados no relatório da conclusão, por exemplo.
Suspeitas envolvendo 'Careca do INSS'
Lulinha entrou na mira da oposição depois que a Polícia Federal encontrou mensagens entre o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e a empresária Roberta Luchsinger com supostas menções ao filho do presidente.
No fim de 2025, Roberta foi alvo de operação da PF por suspeitas de ter recebido R$ 1,5 milhão do Careca do INSS. As mensagens dizem que a quantia seria destinada ao “filho do rapaz”. Para investigadores, essa seria a referência ao filho do presidente.
Naquele momento, a PF afirmou em um relatório que não havia indícios de que Lulinha estivesse diretamente envolvido nas fraudes do INSS.
A decisão de Dino não invalidou as quebras de sigilo de Lulinha e da empresaria que foram pedidas ao Supremo pela Polícia Federal e autorizadas pelo ministro André Mendonça.FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/03/13/gilmar-mendes-pede-destaque-sobre-quebra-de-sigilo-de-lulinha-julgamento-sera-feito-de-forma-presencial.ghtml