Gerente de banco é investigado por perseguir colega de trabalho e ameaçar família dela no ES
05/11/2026
(Foto: Reprodução) Agência do Banestes. Espírito Santo
Ricardo Medeiros/Rede Gazeta
Um gerente do Banestes é investigado por suspeita de perseguir e ameaçar uma colega de trabalho no Norte do Espírito Santo. A Justiça determinou que ele mantenha distância mínima de 300 metros da funcionária, do marido dela e da filha menor de idade, além de proibir qualquer tipo de contato com os três.
A decisão também impede que o gerente frequente a agência onde a bancária trabalha e a casa dela. Ele não pode seguir a funcionária, filmá-la ou tentar abordá-la. As medidas foram determinadas após denúncias apresentadas à Justiça e valem até uma nova decisão.
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Segundo o relato da bancária no processo, os episódios começaram depois que ela participou de uma pesquisa interna do banco que antecedeu a abertura de um procedimento disciplinar contra o gerente.
A funcionária afirmou que, a partir desse momento, ele passou a aparecer repetidamente nas proximidades do local onde ela trabalha, fazer ligações e enviar mensagens indesejadas. Também teria abordado familiares da bancária e procurado a filha dela para tentar descobrir o endereço da mãe.
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Carro da funcionária foi danificado
Em outra manifestação à Justiça, a bancária relatou que o carro dela foi danificado nas proximidades da igreja que frequenta. Para sustentar a denúncia, ela apresentou um boletim de ocorrência e imagens de câmeras de segurança.
A Justiça determinou que a Polícia Civil informe se o vídeo foi preservado em seu formato original. A autoria do dano também é investigada.
O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) foi procurado para informar se existe algum procedimento para apurar as denúncias contra o gerente. Em nota, o órgão informou que há um processo relacionado ao caso, mas que ele tramita sob sigilo.
"Por essa razão, não é possível compartilhar informações no momento", informou o MPES.
O que o gerente está proibido de fazer
Além de manter distância mínima de 300 metros da bancária e de seus familiares, o gerente está proibido de entrar na agência onde ela trabalha e na residência da funcionária, salvo nas situações expressamente autorizadas pela decisão judicial.
Ele também não pode comparecer a cultos ou eventos religiosos em que a bancária esteja presente.
Como o endereço cadastrado do investigado fica próximo à agência, a Justiça permitiu que ele utilize a via pública para chegar à própria casa, desde que o trajeto seja indispensável. Nesse percurso, não poderá fazer paradas nem tentar contato com a funcionária.
Os documentos foram incluídos no inquérito policial que já apura o caso e reúne relatos de outros funcionários do Banestes.
As restrições serão reavaliadas em 90 dias. A defesa também poderá pedir a revisão das medidas em até cinco dias após a intimação. A decisão judicial ainda determinou que seja verificada a situação de uma prisão preventiva decretada em outro procedimento.
As partes foram intimadas em 28 de outubro.
Banestes não comenta caso específico
A reportagem procurou o Banestes para saber se o gerente continua trabalhando na instituição, se houve mudança de cargo ou se ele foi afastado.
Em nota, o banco afirmou que, por causa do dever de sigilo e da necessidade de preservar informações pessoais e funcionais, não pode comentar questões específicas relacionadas ao caso.
A instituição também declarou que mantém o compromisso com o cumprimento da legislação, a proteção dos colaboradores e o atendimento às determinações das autoridades competentes.
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