'Freio' na IA? Debate coloca gigantes da tecnologia no radar dos investidores; ações operam mistas
14/09/2026
(Foto: Reprodução) Bolsa de valores.
Jornal Nacional/ Reprodução
As ações das sete maiores e mais influentes empresas de tecnologia do mundo — conhecidas no mercado financeiro como as "sete magníficas" — operavam mistas nesta segunda-feira (14). Os papéis ficaram na mira dos investidores após executivos defenderem uma pausa no avanço da inteligência artificial (IA) para tornar o desenvolvimento mais seguro.
O movimento ganhou força após um texto publicado por Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa responsável pela IA Claude. No documento, o executivo afirma que o desenvolvimento da IA deve "avançar com muito cuidado" e apresenta três etapas com o objetivo de desacelerar a tecnologia para criar mais tempo de lidar com seus riscos.
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“Precisamos desacelerar o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA. O progresso continuará parecendo rápido, e precisamos fazer bom uso do tempo que ganharmos”, disse Amodei em um artigo compartilhado nas redes sociais.
O discurso também foi defendido por executivos de outras grandes empresas do setor, como Sam Altman, da OpenAI — companhia responsável pelo ChatGPT —, Elon Musk, da xAI e Demis Hassabis, do Google DeepMind.
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Veja as cotações das "Sete Magníficas" perto das 11h20:
Apple: +0,24%
Alphabet: +1,49%
Amazon: -1,94%
Meta Platforms: +0,94%
Microsoft: +0,92%
Nvidia: -3,68%
Tesla: -2,10%
Entenda o caso
No último sábado (12), Amodei pediu que as empresas de IA moderem o ritmo de avanço das capacidades de seus modelos diante do aumento das preocupações com o uso indevido da tecnologia.
O ensaio foi publicado depois que a Anthropic divulgou um relatório de inteligência sobre ameaças, detalhando como diversos agentes haviam usado seus modelos de IA Claude em atividades que iam do desenvolvimento de armas e operações cibernéticas à vigilância e fraude.
A preocupação com os possíveis danos causados pela IA aumentou nesta semana depois que o pesquisador da Anthropic, Jacob Coxon, pediu demissão. Segundo ele, “as pessoas que estão construindo IA acreditam sinceramente que ela pode acabar com todos nós até o fim da década”.
O discurso foi endossado por grandes nomes do setor. Altman, CEO da OpenAI, por exemplo, disse que concordava com o executivo da Anthropic, destacando que esse tem sido um tema principal das discussões dentro da empresa.
Comprometer-se a ter avaliadores independentes com acesso semelhante ao dos funcionários é uma ótima ideia, e faremos o mesmo. Teremos mais para compartilhar em breve", disse o executivo.
A defesa por mais cautela também ocorre após uma série de episódios que levantaram preocupações sobre o controle da tecnologia nos últimos meses, incluindo relatos de ataques realizados por IA.
SAIBA MAIS:
Por que empresas que aceleraram a corrida da IA agora defendem pisar no freio?
*Esta reportagem está em atualização