Fornecedor de caça-níqueis alvo de operação em Campinas usava pendrives para disfarçar máquinas de apostas, diz PM
07/10/2026
(Foto: Reprodução) Operação mira fornecedor de caça-níqueis de SP ligado a grupo criminoso do jogo do bicho
Pendrives usados para transformar computadores em máquinas caça-níqueis foram apreendidos nesta quarta-feira (7), segundo a Polícia Militar, durante a terceira fase da Operação Trevo do Infortúnio, em Campinas (SP).
"Quando esse pendrive era inserido no computador, ele se transformava em uma máquina caça-níquel. Quando retirado, voltava a aparentar ser um computador normal, sem aparentar ter algo ilícito", explicou o tenente Carrara, do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep).
De acordo com a corporação, a investigação indica que os dispositivos eram adaptados pelo próprio investigado e utilizados para habilitar o funcionamento dos jogos, dificultando a identificação dos equipamentos durante fiscalizações.
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Fornecedor de caça-níqueis alvo de operação em Campinas usava pendrives para disfarçar máquinas de apostas, diz PM
Baep
➡ A ação cumpriu mandados de busca e apreensão contra um homem investigado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) como um dos principais fornecedores de equipamentos a um grupo acusado de atuar com jogo do bicho e máquinas de apostas em Uberlândia (MG).
Os mandados foram cumpridos nos bairros Jardim Boa Esperança e Parque Via Norte, com participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Campinas e do Baep.
Dinheiro e peças de máquinas
Ação em Campinas (SP) teve como alvo um homem investigado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) como um dos principais fornecedores de equipamentos a grupo criminoso com atuação em Uberlândia (MG).
Baep
Além dos pendrives, os policiais apreenderam discos rígidos, componentes eletrônicos, noteiros usados em máquinas caça-níqueis, documentos e dinheiro.
Segundo o Baep, foram localizados cerca de R$ 62 mil em espécie, além de aproximadamente 424 mil guaranis paraguaios e 730 euros. Os materiais serão encaminhados para análise dos investigadores.
De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, as apurações apontam que os equipamentos eram formalmente cedidos por meio de contratos de locação e documentos fiscais, mas a remuneração ocorria com base na arrecadação obtida pelas máquinas.
O MPMG informou que foram identificadas movimentações financeiras por diferentes meios, incluindo pagamentos em espécie, cheques e operações realizadas por intermédio de terceiros, o que, segundo a investigação, teria sido utilizado para dificultar o rastreamento dos recursos.
Além de Minas Gerais, os caça-níqueis da empresa do investigado também eram usados criminalmente nos estados de Tocantins e Goiás. De acordo com o Gaeco, os equipamentos eram usados para exploração de atividade contravencional, que é uma infração de menor gravidade.
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