Flávio Dino, do Supremo, relata hostilidade de funcionária de companhia aérea que disse ter vontade de matá-lo
19/05/2026
(Foto: Reprodução) Dino, STF, relata que sofreu ameaça de uma funcionária de companhia aérea
O ministro do Supremo Flávio Dino disse nesta segunda-feira (18) que foi ameaçado por uma funcionária de uma companhia aérea em um aeroporto.
O ministro Flávio Dino fez a publicação nesta segunda-feira (18) à tarde. Afirmou que:
“Recentemente, uma funcionária de uma empresa aérea, ao olhar um cartão de embarque com seu nome, manifestou a um agente de polícia judicial a vontade de xingar o ministro. Em seguida, se ‘corrigiu’: disse que seria melhor matar do que xingar. Como não a conhece, nem ela o conhece, é claro que tais manifestações derivam da atuação do ministro no STF”.
E que:
“Só escreveu esse relato por não ser uma situação de interesse exclusivamente pessoal, e sim coletivo. Imaginemos que outros funcionários, da mesma ou de outra empresa aérea, sejam contaminados com idêntico ódio. Isso pode significar até riscos para a segurança de aeroportos e de voos e, por conseguinte, de outros passageiros. Imaginemos se isso se alastra para outros segmentos de negócios: um cliente corre o risco de, por exemplo, ser envenenado?”.
Flávio Dino, do Supremo, relata hostilidade de funcionária de companhia aérea que disse ter vontade de matá-lo
Jornal Nacional/ Reprodução
O ministro Flávio Dino pediu, ainda na publicação, que empresas que lidam com o público façam campanhas de educação cívica neste ano eleitoral e enfatizou que um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa ao consumir um serviço ou produto. O ministro não quis dar entrevista e não deu mais informações sobre a funcionária nem a empresa aérea.
Em um evento do Conselho Nacional de Justiça, o presidente do Supremo, Luiz Edson Fachin, manifestou solidariedade a Dino e classificou a situação como grave incidente:
“Nossa solidariedade ao ministro Flávio Dino diante do grave fato incidente ocorrido hoje em um dos aeroportos de São Paulo, cujo relato já foi tornado público. O respeito a todas as pessoas, tenham ou não funções públicas, as instituições e as autoridades legitimamente constituídas, é condição essencial da convivência republicana. Criticar é legítimo. Deslegitimar, não. Divergir é próprio do regime democrático, mas fragilizar as instituições que o sustentam é abrir caminho para a instabilidade e para o arbítrio”.
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