Fiscalização de ciclomotores é retomada após dois anos, mas identificar modelos ainda é desafio

  • 01/02/2026
(Foto: Reprodução)
Cidades estão com dificuldades de fiscalizar ciclomotores, segundo especialistas Desde o começo do mês, autoridades de trânsito passaram a fiscalizar o uso de ciclomotores nas cidades brasileiras. Mas a quantidade de modelos acaba dificultando a ação dos agentes. É um autopropelido ou um ciclomotor? Só de olhar, não dá para dizer. Os veículos autopropelidos têm motores com potência limitada a 1000 watts e podem atingir velocidade máxima de 32 quilômetros por hora. Os ciclomotores podem chegar a 2.000 watts de potência e a 50 quilômetros por hora. Por isso, o Código de Trânsito exige que eles sejam emplacados, que circulem apenas em ruas e avenidas, e que os condutores sejam habilitados e usem capacete. O Brasil tem cerca de 600 mil ciclomotores registrados. São Paulo é o estado com mais veículos do tipo. Para ajudar a fiscalização, o Detran paulista fez uma lista de modelos homologados no Brasil. São 283 tipos de autopropelidos e 136 de ciclomotores. E a semelhança entre muitos modelos gera tantas dúvidas, que os donos de autopropelidos decidiram colocar placas para evitar problemas, como o que aconteceu quando o filho da Regiane dirigia um autopropelido em São José dos Campos. Ela conta que os policiais confundiram "potência do motor" com "potência da bateria". Acharam que se tratava de um ciclomotor, multaram e apreenderam o veículo. Quatro dias depois, a multa foi cancelada. Ela teve que contratar um transporte e ir até o pátio pegar o veículo de volta. “A sensação é: bom, pelo menos corrigiram o erro entendendo que foi feita uma apreensão indevida, né? Mas foi um desgaste para o meu filho que foi abordado por policial", conta Regiane Albertini. Os ciclomotores também são confundidos com autopropelidos. E, se a fiscalização não é efetiva, eles acabam circulando livremente sem placa e sem multa quando cometem infrações, como usar ciclovias. A circulação de ciclomotores por essa vias é proibida para proteger quem usa veículos mais leves e mais lentos, como patinetes e bicicletas. “Você têm o mesmo equipamento às vezes com duas motorizações diferentes, né? Então é muito difícil para um agente fazer essa verificação sem algum tipo de abordagem. A gente tem notícias que os municípios estão tendo muita dificuldade em implementar esse tipo de fiscalização. Então é algo que ainda vai passar por um processo de adaptação nos próximos meses", explica Paulo Guimarães, do Observatório Nacional de Segurança Viária Fagner é representante do Instituto Brasileiro de Mobilidade Sustentável. Ele defende a circulação de todos os modelos, com respeito às regras de cada um, para garantir a segurança do trânsito e dos proprietários. A CET, autoridade de trânsito municipal, disse que “os agentes multam ciclomotores emplacados e em movimento. E que a abordagem para os que não têm placa não é realizada pela companhia.” “A micromobilidade é muito importante. O trânsito das grandes cidades já não comporta mais tanto carro e é uma solução para mobilidade urbana", diz Fagner Padovan. A CET, autoridade de trânsito da capital paulista, informou que fiscaliza apenas veículos emplacados. A Polícia Militar de São Paulo afirmou que treina policiais para identificar os ciclomotores e que as abordagens são feitas quando há infração ou risco à segurança. Fiscalização de ciclomotores é retomada após dois anos, mas identificar modelos ainda é desafio Jornal Nacional

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/01/31/fiscalizacao-de-ciclomotores-e-retomada-apos-dois-anos-mas-identificar-modelos-ainda-e-desafio.ghtml


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