Famílias estrangeiras que trabalhavam sem folga, com dívidas e escassez de comida são resgatadas no Paraná

  • 13/05/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia Federal resgata famílias em situação análoga à escravidão Três famílias estrangeiras foram resgatadas de uma propriedade rural em Céu Azul, no Oeste do Paraná, durante uma operação da Polícia Federal contra trabalho análogo à escravidão. Ao todo, 11 pessoas foram encontradas em uma lavoura de hortaliças. Entre elas, estavam cinco crianças. Segundo a investigação, paraguaios e argentinos viviam em condições degradantes, com pouca comida, higiene precária e jornadas exaustivas de trabalho, sem qualquer folga semanal. As vítimas também eram monitoradas por câmeras de vigilância e tinham os salários retidos pelos proprietários da fazenda. A operação foi realizada nesta quarta-feira (13), com apoio de auditores fiscais do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho. Os proprietários da área foram presos em flagrante e levados para a delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp De acordo com a Polícia Federal, o dinheiro que os trabalhadores recebiam era usado para pagar dívidas criadas dentro da própria propriedade. Os alimentos e mantimentos vendidos às famílias tinham preços superfaturados, o que mantinha as vítimas presas ao local por meio de servidão por dívida. Durante o cumprimento do mandado de busca, os policiais encontraram as famílias vivendo em estruturas precárias de madeira. Segundo as investigações, uma família argentina estava há poucas semanas no local. Outras vítimas trabalhavam na propriedade há meses. Estrangeiros foram resgatados de trabalho análogo à escravidão Polícia Federal Uma mulher que está na propriedade há cerca de oito meses, acompanhada do marido e dos filhos, relatou que era obrigada a trabalhar 11 horas por dias, sem descanso ou folga, e muitas vezes embaixo de chuva. O g1 optou por não identificar a vítima para preservá-la. "Primeiro eu trabalhava por hora e me pagavam cinco reais por hora. Depois que meu marido se acidentou ele continuou trabalhando porque estávamos devendo a viagem que fizemos de Argentina até aqui. Eles cobraram tudo. [...] Eu me sinto mal porque às vezes estava cansada de tanto trabalhar. Não podia tomar café da manhã nem almoçar. [...] Tínhamos que trabalhar porque devíamos R$ 8.500 para a patroa e se não trabalhássemos não havia comida", contou a vítima. As investigações começaram após denúncias encaminhadas pela rede municipal de proteção, que apontavam possíveis violações contra trabalhadores estrangeiros na propriedade rural. Após serem ouvidas pela polícia, as famílias resgatadas foram encaminhadas para acolhimento e assistência das autoridades paraguaias e argentinas. Leia também: Mega-Sena: nove apostas do Paraná acertam a quina e levam prêmios Previsão do tempo: Onda de frio no Paraná começa a perder força e tem data para acabar Primas desaparecidas: confira a linha do tempo investigada pela polícia VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Oeste e Sudoeste.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2026/05/13/resgate-familias-estrangeiras-escravidao-pr.ghtml


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