Ex-secretário de obras de Campo Grande é preso em operação contra desvios no 'tapa-buracos'
12/05/2026
(Foto: Reprodução) Ex-secretário de obras de Campo Grande, Rudi Fiorese.
Roberta Martins
O ex-secretário de Obras de Campo Grande e atual diretor da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul, Rudi Fiorese, foi preso nesta terça-feira (12), em Campo Grande.
Rudi é alvo da Operação “Buraco Sem Fim”, que investiga supostos desvios milionários e fraudes em contratos de manutenção viária e tapa-buracos na capital. Quase R$ 500 mil foram encontrados nas casas dos suspeitos.
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➡️A operação é conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul. Segundo a investigação, a empresa alvo recebeu mais de R$ 113,7 milhões em contratos e aditivos firmados com a prefeitura de Campo Grande entre 2018 e 2025.
Além de Rudi, o coordenador das ações de tapa-buracos da capital, Edvaldo Aquino, também foi preso. Outras quatro pessoas foram alvos de mandados de prisão. Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão para apurar supostas irregularidades em contratos e serviços executados na cidade.
O g1 tentou contato com as defesas dos presos, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Em nota, o governo de Mato Grosso do Sul informou que "tomou conhecimento da operação, que apura contratos do Município de Campo Grande, e que não é alvo da investigação". Leia a nota na íntegra mais abaixo.
A Prefeitura de Campo Grande não respondeu aos contatos da reportagem. O ex-prefeito e atual vereador Marquinhos Trad afirmou que "não há como me manifestar de algo" que não é investigado.
Grupo manipulava licitações públicas
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul investiga, por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), da Unidade de Apoio à Investigação e da 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público da Capital, um esquema de fraudes em contratos de tapa-buracos em Campo Grande.
Segundo o MPMS, o grupo investigado manipulava medições de serviços para receber pagamentos por obras executadas parcialmente ou que não teriam sido realizadas. A apuração aponta suspeitas de desvio de recursos públicos e irregularidades na execução dos contratos.
Os mandados foram autorizados pela Justiça em uma investigação sobre crimes contra a administração pública e outros delitos relacionados.
Durante as buscas, os investigadores apreenderam pelo menos R$ 429 mil em dinheiro vivo. Em um dos endereços ligados a um servidor, foram encontrados R$ 186 mil em espécie. Em outro imóvel alvo da operação, os agentes localizaram R$ 233 mil em dinheiro.
Quem é Rudi Fiorese?
Rudi Fiorese é engenheiro civil formado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e atua na área de infraestrutura e obras públicas há mais de 40 anos. Desde 2023, integra a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso do Sul, onde já ocupou cargos na Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul.
Entre 2017 e 2023, foi secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande, período em que coordenou obras de pavimentação, recapeamento e corredores de ônibus, além de serviços de limpeza urbana. Também atuou no setor privado em empresas de engenharia e concessões rodoviárias.
Governo do estado se posiciona
"A Seilog esclarece que tomou conhecimento da operação, que apura contratos do Município de Campo Grande, e que não é alvo da investigação. O diretor-presidente da Agesul figura por sua atuação anterior na Secretaria de Obras da Capital, período ao qual a investigação se restringe. A Seilog, comprometida com lisura e transparência na administração pública, acompanha o desenrolar da investigação, e já tomou as providências necessárias, com exoneração do servidor".
Equipes do Gecoc cumpriram mandados na secretaria de obras de Campo Grande
Osvaldo Nobrega/ TV Morena
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