Execução de manifestante iraniano Erfan Soltani é adiada, diz ONG

  • 14/01/2026
(Foto: Reprodução)
Erfan Soltani, manifestante preso no Irã Reprodução/Instagram O manifestante iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, que havia sido condenado à morte por sua participação nos protestos contra o regime liderado por Ali Khamenei, teve sua execução adiada, de acordo com a ONG Hengaw, ligada à população de etnia curda no país. A informação teria vindo dos parentes de Soltani, preso na última quinta (8), em sua casa, na cidade de Karaj. "Em conversas com familiares de Irfan Soltani, a Hengaw apurou que a sentença de morte de Irfan Soltani, que havia sido anunciada anteriormente à sua família e seria executada na quarta-feira, não foi cumprida e foi adiada", diz a organização. Irã ameaça atacar bases americanas no Oriente Médio Trump diz que 'matança' foi interrompida Na tarde desta quarta (14), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter sido informado de que a "matança" no Irã foi interrompida e que não há planos para novas execuções. Trump disse ter recebido a informação de uma “fonte segura”. “O massacre no Irã está parando. Parou. E não há plano para execuções”, afirmou Trump, sem dar detalhes. Em entrevista à Fox News, o ministro das Relações Exteriores do Irã negou que o governo esteja planejando execuções. Quem é Erfan Soltani Segundo o portal IranWire, Soltani trabalha na indústria de vestuário e havia recentemente ingressado em uma empresa privada. Aqueles que o conhecem o descrevem como apaixonado por moda e estilo pessoal. Suas redes sociais mostram um jovem que gosta de musculação, esportes e de levar uma vida simples. O iraniano participou das manifestações que acontecem no Irã há cerca de um mês. A onda de protestos eclodiu em meio aos graves problemas econômicos enfrentados pela população e a forte desvalorização da moeda nacional, o rial. "Erfan havia recebido mensagens ameaçadoras de fontes de segurança antes de sua prisão, mas manteve-se firme nos protestos. Ele disse à família que estava sendo vigiado, mas se recusou a recuar", informou uma fonte ao portal IranWire. O manifestante foi preso perto de sua casa no distrito de Fardis, em Karaj. Durante três dias, sua família não teve notícias de seu paradeiro. No domingo (11), agentes de segurança entraram em contato com eles, confirmando que ele estava sob custódia e informando que já havia sido condenado à morte. Erfan Soltani, manifestante preso no Irã Reprodução/Instagram Uma fonte próxima à família, falando sob condição de anonimato, disse ao portal IranWire: “A família está sob extrema pressão. Até mesmo um parente próximo, que é advogado, tentou assumir o caso, mas foi impedido e ameaçado por agentes de segurança. Disseram a ele: 'Não há processo para analisar. Anunciamos que qualquer pessoa presa nos protestos será executada." A sentença de Soltani é Moharebeh — que pode ser lida como "ódio contra Deus". O Irã é conhecido por executar centenas de pessoas por esse crime. Segundo a organização humanitária curdo-iraniana Hengaw, as autoridades locais informaram à família que a sentença era definitiva. Pessoas próximas a ele afirmaram ao portal NDTV que o manifestante não teve o direito de se defender antes de ser condenado. Seus familiares puderam apenas o visitar por 10 minutos. Autoridades iranianas dizem que mais de 2.000 pessoas morreram na repressão às manifestações. Enquanto isso, ONGs dizem que o número de mortos passa de 3.400. Protesto no Irã UGC via AP

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/01/14/execucao-de-manifestante-iraniano-erfan-soltani-e-adiada-diz-ong.ghtml


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