EUA aceitam discutir na OMC o tarifaço imposto ao Brasil
11/08/2026
(Foto: Reprodução) Estados Unidos aceitam discutir na OMC tarifaço imposto ao Brasil
Os Estados Unidos aceitaram discutir na Organização Mundial do Comércio o tarifaço imposto ao Brasil.
A resposta americana foi enviada formalmente à OMC. No documento, o governo de Donald Trump afirma que os Estados Unidos aceitam a solicitação do Brasil para realizar consultas. Estão prontos para conversar.
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O Brasil acionou a OMC no fim de julho contra as duas últimas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos: de 25%, sob alegação de práticas comerciais injustas, e de 12,5%, por suposta falha no combate ao trabalho forçado. O Brasil alega que a imposição americana desrespeita normas da OMC e anula princípios que devem ser aplicados a todos os países. Afirma, ainda, que o tarifaço é discriminatório, desconsidera argumentos técnicos e tem motivação política.
O mecanismo usado pelo Brasil, chamado de solicitação de consulta, abre um canal de diálogo para a solução da controvérsia junto à OMC. O prazo é de 60 dias para que as duas partes tentem chegar a um acordo. A solicitação de consulta permite, ainda, que outros países que se sintam prejudicados por políticas similares possam aderir ao processo.
EUA aceitam discutir na OMC o tarifaço imposto ao Brasil
Jornal Nacional/ Reprodução
Foi o caso da China, que contesta a taxação imposta aos seus produtos e afirmou no documento enviado à OMC que essas medidas afetam todas as exportações da China para os Estados Unidos, ressalvadas as isenções especificadas e, em particular, as condições de concorrência para produtos originários da China vendidos no mercado dos Estados Unidos.
A consulta à OMC, segundo a diplomacia brasileira, tem caráter simbólico. Mas o fato do governo Trump ter aceitado realizar essa consulta é visto pelo Palácio do Planalto como algo positivo. Porque os Estados Unidos poderiam ter ignorado o pedido. O professor da Fundação Getúlio Vargas, Oliver Stuenkel, considera que tanto o aceite dos Estados Unidos quanto a manifestação da China são válidos:
"São dois pequenos passos positivos. Caminho longo, mas mostra que existe aí um potencial para ter conversas produtivas ao longo das próximas semanas e meses. É preciso se preparar para um cenário de incerteza permanente. Mesmo depois de um acordo, pode haver novas mudanças. A relação comercial com os Estados Unidos, é, será conturbada enquanto Trump for o presidente dos Estados Unidos".
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