Escolas do grupo de acesso abrem a 1ª noite de desfiles no Amapá; FOTOS
14/02/2026
(Foto: Reprodução) Especialista comenta o que será apresentado pelas escolas de samba no carnaval do Amapá
As escolas de samba Embaixada de Samba Cidade de Macapá e Emissários da Cegonha abriram os desfiles do grupo de acesso no Sambódromo de Macapá, na noite desta sexta-feira (13). Tradicionalmente, essas agremiações levam para a avenida enredos ligados à regionalidade e à cultura nortista.
A Embaixada iniciou o desfile por volta das 21h com o enredo “O Ouro negro é o meu tesouro da margem Equatorial”. A proposta foi discutir a exploração de petróleo na Foz do Amazonas e o impacto econômico que essa atividade pode trazer ao Estado.
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Cada ala representava um eixo da exploração, com destaque para o petróleo como “ouro negro” que surge das águas como promessa de um novo amanhã.
O enredo também trouxe referências às religiões de matriz africana. A Orixá Iemanjá apareceu na ala das baianas, simbolizando a proteção sagrada dos rios.
Um dos carros alegóricos representava uma plataforma de petróleo, evidenciando a estrutura montada para a atividade. A proposta era levar o público a imaginar como esse trabalho poderia ser realizado na Costa do Amapá, caso a exploração avance.
As formigas, símbolo da escola, surgiram como figura central do enredo. Elas reforçaram a ideia de que o desenvolvimento petrolífero só é possível com união e trabalho coletivo — princípio que guia tanto a natureza quanto a comunidade retratada na avenida.
Apesar da riqueza proposta pelo tema, a escola enfrentou contratempos. Um tripê e um carro alegórico tiveram problemas: um pegou fogo e precisou da intervenção dos bombeiros; outro não conseguiu sair da concentração.
Embaixada de Samba Cidade de Macapá teve problemas com dois carros
Mariana Ferreira/g1
O diretor da agremiação, Disney Silva, explicou que os incidentes foram causados pelo excesso de peso. “Não tivemos tempo de testar os carros na rua, o que nos prejudicou. Mas Deus sabe de todas as coisas”, disse emocionado.
Veja em fotos o desfile da Embaixada
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Já a Emissários da Cegonha levou para a avenida o enredo “Uma fascinante viagem pelas crendices e superstições de um povo: sorte ou azar”. A escola brincou com o imaginário popular e revisitou lendas e costumes nortistas, aproveitando a coincidência de o desfile acontecer em uma sexta-feira 13.
Cerca de 1.330 brincantes participaram da apresentação, marcada por alas que encenaram histórias da cultura regional. Um dos carros alegóricos destacou o “livro da vovozinha”, em referência às pessoas mais velhas, guardiãs de saberes ancestrais.
A comissão de frente trouxe uma mistura de regionalidade com o universo encantado. Duendes abriram caminho para a Cegonha, conduzindo o público ao enredo.
Em outro momento, um carro alegórico reuniu símbolos como o olho gordo, o gato preto e a própria sexta-feira 13. A proposta era brincar com o imaginário popular e mostrar como, dependendo da crença, esses elementos podem atrair sorte ou azar. O desfile apresentou essa dualidade como parte da cultura e das tradições do povo nortista.
Segundo Marlon Goes, da comissão carnavalesca, o enredo foi pensado logo após o carnaval do ano passado.
“Por que não falar de sorte e azar? Nosso enredo valoriza a cultura nortista e lembra a importância dos nossos ancestrais, como as vovós e os pretos velhos”, explicou.
Lucimar Bonfim é paraense, e desfila há três anos na ala das baianas da escola. Neste carnaval, o sentimento foi de nostalgia: a ala veio representando as vovós.
“Eu amo carnaval e espero que o desfile seja incrível. Sou avó, então representar essa figura está sendo emocionante. Imagino meus netos me vendo assim”, brincou Lucimar, emocionada.
Veja em fotos o desfile da Emissários
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As apresentações do grupo de acesso continuam neste sábado (14), com as escolas Solidariedade e Império da Zona Norte, a partir das 20h. O acesso ao Sambódromo é gratuito.
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