Empresária suspeita de movimentar R$ 45 milhões em esquema de migração ilegal para os EUA é solta

  • 08/05/2026
(Foto: Reprodução)
Maria Helena de Sousa Netto Costa, em Goiás Reprodução/Instagram de Fro Petit A empresária Mariana Helena Costa, que foi presa suspeita de chefiar um dos grupos de migração ilegal para os Estados Unidos, foi solta após ela ficar 24h presa na Casa do Albergado, em Goiânia. A mulher é investigada por ter coordenado o esquema ilegal por cerca de 20 anos. Maria Helena de Sousa Netto Costa foi presa na quinta-feira (7). Juliana Rosa Tomé Froes, suspeita de captar clientes, comprar e gerir passagens, hospedagem e cuidar da logística do esquema, também havia sido presa e foi solta por conta da determinação, mas com o uso de tornozeleira eletrônica por 90 dias. Em nota, a defesa de Maria Helena de Souza Netto Costa diz que a revogação da prisão preventiva é o reconhecimento da “desnecessidade” da medida extrema. E pede o respeito à presunção da inocência. A defesa de Juliana Rosa Tomé Fróes diz que auxiliar brasileiros a apresentarem-se às autoridades norte-americanas e formalizarem pedido de asilo não configura crime. Maria Helena é sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB). De acordo com a Polícia Federal, ele e a esposa dele não são investigados. Em nota, o governador afirmou que os fatos são investigados desde meados dos anos 2000 e não têm relação com ele, sua esposa ou o Governo de Goiás (leia nota na íntegra abaixo). Valéria Divina de Macedo, apontada pelas investigações como responsável pela parte financeira e logística do esquema criminoso, deve continuar presa. A defesa dela não foi localizada. Até o momento, pelo menos 463 brasileiros foram identificados como clientes da rede criminosa, que envolvia quatro grupos criminosos independentes, mas que compartilhavam fluxos financeiros e logísticos, além de operacionais. Os quatro suspeitos do esquema de Goiânia que foram alvos da Polícia Federal devem responder pelos crimes de promoção de imigração ilegal, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Entenda o caso Maria Helena foi presa suspeita de chefiar um dos grupos envolvidos no esquema, mantendo contato com coiotes e comprando passagens para imigrantes entrarem ilegalmente nos Estados Unidos. Ao todo, os cinco grupos suspeitos movimentaram R$ 240 milhões entre 2018 e 2023, estimou a polícia. A investigação recebeu autorização da Justiça para realizar a quebra de sigilos telefônicos e bancários de Maria Helena. Foi assim, que encontraram nas contas dela mais de R$ 45 milhões que seriam fruto do esquema. No Amapá, outros dois chefes que não foram encontrados foram incluídos na lista da Interpol, relatou a PF. Nota do governador Daniel Vilela "O caso envolvendo a senhora Maria Helena de Souza Costa não tem absolutamente nenhuma relação com o governador Daniel Vilela e com sua mulher, Iara Netto Vilela. São fatos investigados desde meados dos anos 2000, segundo divulgou a própria Polícia Federal, e não envolvem em nenhum momento o governador ou o governo de Goiás."

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/05/08/empresaria-suspeita-de-movimentar-r-45-milhoes-em-esquema-de-migracao-ilegal-para-os-eua-e-solta.ghtml


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