Edição de 2026 da Copa do Mundo é a que teve mais viradas na história
14/07/2026
(Foto: Reprodução) Copa de 2026 é a edição com mais viradas na história
Esta edição de 2026 da Copa do Mundo tem um componente especial para quem gosta de emoção: é a Copa com mais viradas na história.
Às vezes, o apito do árbitro parece música. Especialmente depois de uma virada no placar. O time que sai perdendo passa a ter um adversário a mais: o relógio, que joga contra a cada segundo. Por isso, transformar em vitória o que parecia uma derrota certa é um fenômeno do futebol que os números nunca vão explicar.
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Mas, nessa Copa, os números confirmam o que o coração sente. É um recorde de viradas: 14 até agora. Mesmo com mais jogos, a média é igual à da recordista anterior, a Copa de 2002, com uma reviravolta a cada sete partidas. Até o Brasil, que saiu da Copa bem mais cedo do que queríamos, teve uma virada emocionante: contra o Japão, na segunda fase.
Edição de 2026 da Copa do Mundo é a que teve mais viradas na história
Jornal Nacional/ Reprodução
Mas essa estatística ainda pode mudar, porque a campeã das viradas está na semifinal. A Inglaterra renasceu em duas partidas, já na fase de mata-mata. Contra a República Democrática do Congo, os inventores do futebol estavam fora da Copa a 15 minutos do fim, quando Kane começou e comandou a reação, com dois gols. Contra a Noruega, a única virada das quartas de final foi obra do talento e da garra de Bellingham. Depois de heroicamente sair do sufoco duas vezes, o alemão que dirige a Inglaterra somou a frieza dos dois países para dizer:
“Esse grupo simplesmente se recusa a aceitar a derrota. Os jogadores nunca desistem”, afirmou Thomas Tuchel.
Então como vai ser o encontro com uma outra seleção que acredita até o último instante? No mesmo estádio de Atlanta onde a Inglaterra virou contra o Congo, a Argentina foi buscar a classificação nas oitavas contra o Egito. Messi e companhia desafiaram o impossível, buscando três gols em pouco mais de 10 minutos. Em uma situação parecida, quanta diferença da Inglaterra, na reação do time e até do treinador.
“Não posso dizer nada, sinto muito, estou muito emocionado”, disse, em lágrimas, Lionel Scaloni.
Nesta Copa, o cérebro e o coração já provaram que são capazes de lutar até o fim. Agora, no mesmo palco, eles vão se enfrentar.
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