Eclipse solar total: 5 curiosidades sobre o fenômeno que ocorre em 12 de agosto

  • 11/08/2026
(Foto: Reprodução)
Cinco curiosidades sobre eclipses totais do Sol Adobe Stock Todo grande acontecimento, como o eclipse solar total de 12 de agosto, que será visível em maior ou menor grau em boa parte da Europa Ocidental, é cercado por aspectos fascinantes e curiosidades. Veja, abaixo, alguns deles. O "computador" que previa eclipses há 2 mil anos O mecanismo de Antikythera, construído na Grécia em meados do século 2 a.C., é a mais antiga calculadora astronômica portátil preservada até hoje. Feito de bronze, era usado para prever eclipses, manter um calendário preciso ou calcular as datas de seis competições esportivas gregas, como os Jogos Olímpicos. Essa espécie de computador analógico foi recuperada do mar Egeu em 1900, entre os destroços de um naufrágio, e está preservado em 82 fragmentos. O funcionamento do mecanismo, do qual foram feitas reproduções, só foi decifrado neste século. O original era composto por uma caixa de madeira de 33 centímetros de altura e 18 de largura, com dois círculos: um para o zodíaco e outro para o calendário. Uma manivela lateral acionava cerca de trinta engrenagens distribuídas em dez eixos, que moviam dois ponteiros (Sol e Lua) para determinar a posição desses astros em relação à Terra em cada dia do ano. Agora no g1 Preservado no Museu Arqueológico Nacional de Atenas, o artefato inspirou o fictício "mostrador de Arquimedes" mostrado no filme mais recente da saga Indiana Jones, Indiana Jones e o Chamado do Destino (2023), que desafia o arqueólogo. Por que 99,9% não é 100%? Aproximações não são suficientes quando se trata de um eclipse solar. Embora seja sempre um espetáculo fascinante, uma margem de apenas 0,1% faz toda a diferença: é o que separa um eclipse parcial de um total. Somente quando a Lua cobre completamente o Sol surge ao redor dele um halo esbranquiçado, que corresponde à sua atmosfera externa, chamada de coroa solar. Se o eclipse for parcial, mesmo que alcance 99,9%, a parte ainda visível da luz solar é milhares de vezes mais brilhante do que a coroa e impede sua observação. Quando o Sol desaparece totalmente, ocorre uma queda abrupta da luminosidade, semelhante a um entardecer muito tardio, quase noturno, acompanhada por uma queda rápida da temperatura e mudanças no vento. Além disso, há fenômenos que ocorrem pouco antes da totalidade e que são exclusivos dos eclipses totais, como o anel de diamante, provocado pelo último raio de luz solar, ou as contas de Baily, pequenos pontos luminosos que surgem na borda da Lua quando a luz do Sol atravessa vales entre as montanhas lunares. Noite perfeita para observar chuva de meteoros Embora o eclipse seja o protagonista de 12 de agosto, será uma longa noite para os amantes da observação do céu que vivem no Hemisfério Norte. Quando a escuridão chegar, começará um dos fenômenos mais aguardados de cada verão: a chuva de meteoros das Perseidas, que atingirá seu pico de atividade. Em uma noite de lua nova, escura o suficiente para facilitar a observação, os meteoros começarão a cruzar o céu e, segundo o site da agência espacial americana Nasa, este ano será "uma das melhores chuvas de meteoros do Hemisfério Norte". Eclipses totais vão acabar um dia? "Vivemos em um período privilegiado da história do Sistema Solar", afirma à agência de notícias EFE o presidente da Comissão Científica Espanhola do Trio de Eclipses e diretor do Observatório Astronômico Nacional, Rafael Bachiller. Isso porque, se os eclipses totais no passado distante eram ainda mais longos do que os atuais, daqui a cerca de 600 milhões de anos, nossos descendentes já não poderão observar nenhum deles. Atualmente, a Lua se afasta da Terra a uma velocidade média de cerca de 3,8 centímetros por ano. Trata-se de um movimento extremamente lento, equivalente à largura de dois dedos por ano, mas constante em escala astronômica. À medida que a distância aumenta, o disco lunar passa a parecer ligeiramente menor em nosso céu. Assim, chegará um momento em que, mesmo quando a Lua estiver no ponto mais próximo de sua órbita (perigeu) e a Terra no mais distante do Sol (afélio), o diâmetro aparente da Lua não será suficiente para cobrir completamente o disco solar. Quando isso acontecer, os eclipses solares totais desaparecerão para sempre e restarão apenas os eclipses anulares – quando o sol não é totalmente encoberto e vê-se um círculo brilhante de luz no céu. "Creio que essa é uma ideia que nos convida à reflexão. Costumamos pensar que os eclipses são fenômenos eternos", afirma Bachiller. Mas a coincidência de o Sol e a Lua apresentarem tamanhos aparentes quase idênticos em nosso céu não responde a nenhuma lei física. "É uma coincidência geométrica extraordinária."

FONTE: https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/08/11/cinco-curiosidades-sobre-eclipses-totais-do-sol.ghtml


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